Prefeitura de Campos estuda parceria para identificação precoce das variantes da Covid-19

A Prefeitura de Campos estuda firmar um convênio com o Instituto de Biodiversidade e Sustentabilidade (NUPEM/UFRJ) de Macaé para que possa fazer o sequenciamento de amostras de pacientes graves para tentar identificar, de forma precoce, as novas variantes da Covid-19, que estão surgindo em várias regiões do país. Nesta quinta-feira (25), o secretário de Saúde, Adelsir Soares, o subsecretário de Atenção Básica, Vigilância e Proteção da Saúde, Charbell Kury, e o subprocurador do município, Gabriel de Assis, participaram de uma reunião, através da plataforma Zoom, com membros da UFRJ de Macaé.

A apresentação do estudo “Como desenhar projeto de vigilância de uma cidade para as novas variantes da Covid-19” foi feita pela Profª Drª Cintia Monteiro de Barros, do NUPEM/UFRJ de Macaé, coordenado pelo Prof. Dr. Jackson de Souza Menezes. Segundo Charbel, a preocupação no momento é que, neste período, em que o município faz novos estudos para avançar para a Fase Verde na retomada de atividades econômicas, novas variantes, que são as cepas virais extremamente resistentes à vacina e aos anticorpos naturais, vêm surgindo em diferentes regiões do país.


“Agora, precisamos vigiar de forma mais próxima todos os casos graves para que, possamos, junto à UFRJ, fazer o sequenciamento das nossas amostras para identificar de forma precoce as variantes. Os objetivos são vigilância, sentinela sensível para resposta rápida”, disse o subsecretário, reconhecendo a possibilidade dessas novas variantes chegarem ao município.


Charbell explica que esta vigilância, em épocas fora de pandemia, também são extremamente importantes para que autoridades em saúde saibam lidar com o cenário pandêmico. “Essa vigilância permite que a gente saiba com o que está lidando quando vem a pandemia. É como conhecer o inimigo antes de entrar em uma guerra”.

O município vai seguir o fluxo normal enviando amostras para a Fiocruz e Lacen, que é o laboratório central, e, com o convênio, serão enviadas também para o NUPEM/UFRJ para um trabalho de sequenciamento, que é um projeto de vigilância sentinela de variantes. “Estamos acompanhando o surgimento de variantes em todo o país”, afirma.


“Além de toda proteção da vigilância genômica, que é a vigilância das variantes, devemos reiterar que este convênio traz economicidade ao município porque vai evitar despesas com mais internações em UTIs e tem a segurança de antever a chegada da variante, que pode levar à uma catástrofe”, destaca o subsecretário Charbell.

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