Precisa citou ‘anuência’ do setor de Élcio Franco ao pedir liberação de importação da Covaxin

A empresa Precisa Medicamentos, intermediária no contrato federal de importação da vacina indiana Covaxin, recorreu a uma “anuência” da Secretaria Executiva do Ministério da Saúde para pedir ajuda da divisão de importação da pasta na liberação de embarque das doses.

O e-mail, assinado pelo gerente de qualidade e assuntos regulatórios da Precisa, Leandro Santos, foi enviado à área técnica em 16 de março – e apresentado à CPI da Covid nesta sexta-feira (9) pelo consultor do Ministério da Saúde William Santana, que atua justamente no setor de importação.

“Senhores, boa tarde. Com anuência da Secretaria Executiva, peço auxílio na solicitação da primeira LI [licença de importação] de embarque aéreo correspondente a primeira entrega do contrato 29/2021 assinado com o Ministério da Saúde”, diz o começo do e-mail.

Em seguida, Leandro Santos diz que conta “com a compreensão de todos e celeridade, tendo em vista a situação atual do nosso país”.

O documento não diz quem, na Secretaria Executiva do Ministério da Saúde, havia dado tal “anuência”. À época, o secretário-executivo da pasta era o coronel Élcio Franco, número 2 da gestão Eduardo Pazuello.

Questionado na CPI, William Santana disse que esse tipo de informação não é comum em pedidos de desembaraço de importações.

“Eu nunca recebi um email de um fornecedor nesses termos”, afirmou o consultor.

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