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Por que alguns universos cinematográficos não deram muito certo

Já faz alguns anos que os universos cinematográficos se popularizam nos cinemas. No entanto, você já deve ter notado que muitos deles não deram muito certo. Por quais motivos?

Como sabemos, a ideia começou com o surgimento do Universo Cinematográfico Marvel (UCM), que se tornou muito popular e a maior referência nesse assunto. Por conta disso, outros estúdios também iniciariam seus próprios universos, mas a maior parte deles esteve longe alcançar o mesmo sucesso.

Abaixo, entenda por que muitos universos cinematográficos não deram certo, a partir de argumentos dados pelo site Screen Rant.

Como os universos cinematográficos nasceram

fase 5 da marvel

Até 2008, não tínhamos muita noção do que era exatamente um universo cinematográfico. Tudo isso mudou com o lançamento do primeiro filme do Homem de Ferro.

Sua cena pós-créditos, como sabemos, contou com a aparição de Nick Fury, que citou o “Projeto Vingadores” para o herói, o que deu a entender que a famosa equipe dos quadrinhos da Marvel poderia aparecer nas telonas em breve.

Quatro anos mais tarde, tivemos ideia pra valer desse conceito com a estreia dos Vingadores nos cinemas.

Como os filmes da Marvel começaram a fazer grande sucesso mundo afora, outros estúdios também decidiram lançar seus universos cinematográficos. A própria DC, grande rival da Marvel, se inspirou na ideia.

Enquanto isso, séries de filmes que já existiam também passaram a fazer uso do conceito. Por exemplo, X-Men lançou os filmes do Deadpool, que também se passam no mesmo universo. Já Harry Potter lançou o spin-off Animais Fantásticos, que se passa décadas antes dos acontecimentos principais.

No entanto, alguns deles não chegaram nem perto de fazer o mesmo sucesso da Marvel.

Um exemplo famoso de universo cinematográfico que falhou miseravelmente foi o de monstros da Universal, que começou com o reboot de A Múmia. O projeto foi anunciado para marcar a início dessa franquia, mas ela já sofreu um grande baque com o fracasso do filme.

Ironicamente, vale lembrar que o primeiro universo cinematográfico da história foi esse estrelado por monstros e criado pela própria Universal.

O mesmo vale para a própria DC, que coleciona mais baixos do que altos com seus filmes desde o lançamento do seu universo estendido.

E por que alguns universos cinematográficos falharam?

Primeira impressão ruim

O primeiro ponto citado pelo Screen Rant sobre o fracasso de alguns universos cinematográficos é que seus primeiros filmes não foram grande sucessos.

Por exemplo, a Múmia foi criticado por ter uma ação genérica, diálogos pobres e falta de originalidade. O filme tem uma aprovação de apenas 16% no site de críticas Rotten Tomatoes.

O Universo Estendido da DC também sofreu com o mesmo problema: seus primeiros filmes não foram bem avaliados pela crítica, como foi o caso de Batman vs Superman: A Origem da Justiça e Esquadrão Suicida.

O fracasso de Liga da Justiça (que ganhará em breve o tão pedido Snyder Cut) parece ter jogado uma pá de cal na franquia, que de certa forma, sofreu uma espécie de reboot com seus filmes seguintes.

Como diz aquele velho ditado: “a primeira impressão é a que fica”, não é mesmo?

Tempo e paciência

liga da justiça dc

O segundo ponto abordado pelo Screen Rant é que projetos desse tipo precisam de tempo e paciência para ganharem forma.

Basta apenas ver o exemplo da Marvel, que passou anos expandindo sua franquia e desenvolvendo suas histórias para ela se tornar o que é hoje. Seja desenvolvendo, ao mesmo tempo, vários projetos, mas cada um em seu tempo, e introduzindo aos poucos seus personagens.

Esse não foi o caso tanto da Universal quanto da DC, que fizeram as coisas um pouco apressadas, certamente por pressão de executivos e diretores. Deu no que deu.

Custos

O terceiro e último ponto citado pelo Screen Rant é que manter um universo cinematográfico custa muito caro. Basta apenas você se lembrar que Vingadores: Guerra Infinita e Ultimato custaram, juntos, em torno de US$ 750 milhões para a Marvel.

Desta forma, manter uma franquia deste tipo é algo que custa muito, requer planejamento e não deixa de ter seus riscos.

Como os universos da Universal e DC trouxeram mais prejuízos do que lucros, não é de se surpreender que as duas empresas tenham dado uma segurada em novos projetos e agido com mais cautela para evitar um rombo maior.

Uma franquia que não citamos, mas que também passa por esse problema de custos, é a de monstros desenvolvida pelo estúdio Legendary, chamada oficialmente de MonsterVerse e encabeçada por Kong e Godzilla. O filme mais recente, Godzilla II: Rei dos Monstros, arrecadou US$ 386 milhões, mas custou entre US$ 270 milhões e US$ 350 milhões

O único ponto fora da curva até o momento é a franquia de terror Invocação do Mal. Ela tem seus fãs, filmes considerado, ao menos, bons, e não custa muito caro para a Warner Bros. (que ironicamente, também está por trás dos filmes da DC).

Os universos cinematográficos têm futuro: basta apenas evitar esses erros

Universos Cinematográficos-O Homem Invisível

A ideia dos universos cinematográficos é bacana e chama a atenção do público. Mas como você deve ter notado, é preciso ter planejamento, paciência e dinheiro para que eles funcionem. Foi justamente o que a Marvel fez ao longo dos anos.

Como sabemos, o universo cinematográfico mais bem sucedido da história construiu uma narrativa que ajudou a manter o interesse do público e plantou sementes para o futuro. Não foi exatamente o que Universal e DC fizeram com os seus: ficaram mais preocupadas com crossovers do que com a qualidade do produto.

Além disso, como o Screen Rant afirmou em sua última justificativa, universos cinematográficos custam muito caro. Assim, é preciso ter paciência e planejamento para evitar um rombo nos cofres dos estúdios.

Outra opção é criar um universo que não tenha tantos custos assim, como é o caso de Invocação do Mal.

Claro, os universos que citamos e ainda não caíram no gosto do público têm salvação.

Por exemplo, O Homem-Invisível, da Universal, recebeu críticas positivas e arrecadou US$ 134 milhões, sendo que custou apenas US$ 7 milhões. Já os filmes mais recentes da DC, apesar de não terem se tornado um sucesso estrondoso, foram melhor recebidos que os primeiros.

Assim, a chave é ter um pouco de paciência, planejamento e assumir riscos. Veremos se as franquias existentes ou as novas aprenderam a lição.

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