Policial entregou fuzil uma semana depois da operação que vitimou o jovem João Pedro

Um dos policiais investigados no caso da morte do adolescente João Pedro, no Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo, entregou um fuzil M16 calibre 556 uma semana após o crime. Quando ele apresentou a arma, a perícia já havia descoberto qual era o calibre do projétil que atingiu o jovem, o mesmo que a arma do policial.

O agente omitiu no primeiro depoimento, no dia 18 de maio, que tenha usado o fuzil na operação. Na ocasião, ele revelou ter disparado 10 vezes com um fuzil Parafal calibre 762. Já os outros dois policiais entregaram no mesmo dia os fuzis 556 que usaram dentro da casa de João Pedro.
Policial que entrou na casa do adolescente João Pedro, entregou fuzil uma semana depois do crime

Porém, na semana seguinte, no dia 25 de maio, este primeiro policial mudou o relato e admitiu ter usado um fuzil M16 na ação e entregou para a perícia, além de contar que atirou 16 vezes e não 10 vezes, com esse mesmo fuzil. Segundo o agente, ele só percebeu o erro quando contou os cartuchos que sobraram.

Policiais que participaram da ação que culminou na morte de João Pedro mudam depoimentos

Foi informado no depoimento também que os disparos realizados pelo helicóptero foram feitos com o fuzil calibre 762 e os disparos com o fuzil 556 foram usados ao desembarcarem da aeronave. O policial contou que errou na primeira versão do relato e só percebeu quando chegou em casa, pois ele estava usando o 556 como um reserva caso desse pane no outro fuzil.

Já os outros dois agentes revelaram que atiraram mais vezes do que o relatado no primeiro depoimento. O segundo policial disse ter dado 8 tiros com um fuzil 556, mas no segundo relato, ele contou que foram 12 tiros. O terceiro disse nos dois relatos que só atirou com um fuzil 762, mas mudou a versão ao falar que também atirou da aeronave.

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