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Policial e pai de menino morto com 14 tiros são ouvidos em delegacia de São Francisco de Itabapoana

A delegada Ivana Morgado, titular da 147ª DP (São Francisco do Itabapoana), instaurou um inquérito para apurar a morte de David Souza Rodrigues, na localidade conhecida como Lagoa Feia, em São Francisco de Itabapoana, na noite do último domingo. O menino de apenas 13 anos foi assassinado com 14 tiros na cidade da zona rural, no Norte do estado do Rio. Até o momento, foram ouvidos na delegacia como testemunhas o pai da vítima e um policial militar do 8º BPM (Campos dos Goytacazes) que atendeu o chamado para a ocorrência. Outros parentes e amigos, que estavam envolvidos com o velório e o sepultamento, devem prestar depoimento nos próximos dias.

As investigações mostram que o menino estava pilotando uma moto, indo buscar um primo para ir ao aniversário da mãe, quando teria sido atingido por engano pelos disparos. Nos últimos meses, a região sofre uma guerra entre duas facções criminosas rivais. De acordo com a delegada, David foi baleado em um local ermo.

David chegou a ser levado para o Hospital Manoel Carola, mas não resistiu aos ferimentos. O corpo do menino foi periciado no Instituto Médico Legal (IML) de Campos e havia a previsão de que fosse sepultado ainda ontem, de volta a São Francisco de Itabapoana. O corpo seria velado por alguns minutos na Praça de Lagoa Feia para a despedida de amigos e familiares.

Moradores informaram que suspeitos em duas motos teriam feito os disparos contra o jovem, segundo informações divulgadas pelo portal G1. De acordo com moradores, apesar de ser infração de trânsito, é comum adolescentes pilotarem motocicletas em regiões de área rural, como no caso de Lagoa Feia. Segundo o portal, a polícia faz buscas para tentar localizar os suspeitos. De acordo com a Polícia Civil, David não tinha antecedentes criminais. Ainda não se sabe a autoria ou motivação do crime.

Em abril deste ano, a plataforma de dados Fogo Cruzado divulgou um levantamento que mostra que mais de 100 crianças foram baleadas no Grande Rio nos últimos cinco anos. Na maioria dos casos — quase 80% deles — não se sabe de onde partiu o disparo.

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