Polícia prende três suspeitos da morte de Fernando Iggnácio; um PM da ativa está foragido

A Polícia Civil identificou e prendeu três suspeitos de envolvimento na morte do contraventor Fernando Miranda Iggnácio, assassinado no dia 10 de novembro num heliporto no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Oeste do Rio. De acordo com informações do “G1”, um quarto suspeito é um policial militar da ativa e está foragido. Os agentes também apreenderam quatro fuzis, dois deles AK-47, que podem ter sido usados no crime. O confronto balístico de pelo menos um deles deu positivo, segundo o portal.

Iggnácio foi atingido por cinco tiros de fuzil, quando caminhava sozinho para pegar um carro blindado no estacionamento da empresa se táxi aéreo. O contraventor voltava de uma viagem à Angra dos Reis, na Costa Verde. A Polícia Civil trabalha com a hipótese de que o assassino estava desde o início da manhã de terça-feira escondido em um terreno baldio, ao lado do local do crime, esperando a chegada da aeronave que trouxe Iggnácio. O crime ocorreu por volta das 13h30. Na ocasião, foram disparados pelo menos dez tiros de fuzil AK-47. Logo após o ataque, o atirador usou o mesmo terreno baldio como rota de fuga.

Nesta semana, a Delegacia de Homicídios pretende colher o depoimento de Cármen Lúcia, viúva de Fernando Iggnácio, que pode ajudar a elucidar pontos ainda obscuros na investigação. Ela estava com o marido momentos antes do assassinato, quando voltaram juntos de helicóptero da propriedade da família em Angra dos Reis, na Costa Verde, e o contraventor foi morto quando deixou a aeronave para buscar o carro blindado no estacionamento do heliporto.

O depoimento de Cármen Lúcia pode explicar, por exemplo, por que o marido estava sem a escolta dos seguranças que costumavam acompanhá-lo. Também se espera que ela forneça outras informações importantes para esclarecer o caso. Veja o que a polícia descobriu até agora:

Premeditado

Quem matou Fernando Iggnácio sabia que ele retornaria de Angra dos Reis de helicóptero na terça-feira. Segundo as investigações, o atirador chegou horas antes ao local e se posicionou em local estratégico à espera do bicheiro. O acesso ao ponto ideal para a execução foi um terreno baldio que fica ao lado do estacionamento onde a vítima foi baleada.

Fuzil

A pessoa que efetuou os disparos contra Iggnácio usou um fuzil Ak-47, calibre 762, segundo a polícia. Apesar do potencial de longo alcance, o suspeito estava a cerca de cinco metros da vítima, que foi alvejada cinco vezes.

Coturnos iguais para despistar

Peritos descobriram que três criminosos usaram coturnos com uma mesma numeração. No entanto, isso não seria apenas uma coincidência. A polícia analisa a hipótese de que os assassinos utilizaram o recurso para tentar confundir os investigadores.

Câmeras

A Delegacia de Homicídios recolheu HDs com imagens de 64 câmeras do circuito de segurança da empresa de táxi-aéreo onde o contraventor foi executado.

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