PMs prestam depoimento após morte de grávida no Lins; corporação diz que bandidos usam moradores como escudo

Cinco policiais militares que se envolveram no tiroteio no qual a designer de interiores Kathlen Romeu, de 24 anos, morreu já prestaram depoimento na Delegacia de Homicídios (DH) da capital. A jovem estava grávida de quatro meses e foi atingida por uma bala perdida.

A Polícia Civil também apreendeu 12 fuzis e nove pistolas da PM usadas no confronto.

Em entrevista ao Bom Dia Rio desta quarta-feira (9), o porta-voz da Polícia Militar do RJ, major Ivan Blaz, afirmou que policiais “lutaram até o fim pela vida da Kathlen” e negou que a corporação estivesse em uma operação. Segundo ele, agentes foram atacados.

“Eles levaram a jovem para o hospital, tentando estancar o sangramento. O ferimento foi no braço e transfixou o tórax”, afirmou Blaz.

Escudo humano

O porta-voz afirmou ainda que os criminosos do Lins, na Zona Norte, se utilizam de moradores da região como escudo.

Segundo Blaz, a quadrilha não hesita em ferir pedestres em embates contra a polícia.

“Estes mesmos criminosos do Lins, há dois anos, mataram uma mulher num ponto de ônibus na Grajaú-Jacarepaguá quando queriam atirar contra os policiais que ficam na cabine às margens da pista”, lembrou.

“Mais uma vez estamos lidando com o ataque gratuito de criminosos que atuam nessa comunidade. É a mesma facção que atua na Providência, no Jacarezinho e no Prazeres e que tem, por natureza, por ideologia, o ataque gratuito às forças policiais, o uso dos moradores como escudo humano”, disse Blaz.

O major afirmou que policiais não têm a intenção de atirar contra moradores, sobretudo uma mulher grávida.

Segundo Blaz, discursos que tentam “vilanizar” a presença dos policiais nas comunidades não levam em consideração que a PM ajuda a manter a ordem, atendendo casos de diversas naturezas, como violência doméstica.

“Hoje as UPPs são responsáveis pelo atendimento de mais de uma centena de casos no interior das comunidades. Chamamentos dos próprios moradores”, afirmou o porta-voz da PM.

Ele destacou ainda que o desarmamento dos criminosos é o principal objetivo para levar paz aos moradores.

“A gente precisa de uma solução que está acima deste contexto. Um futuro de paz passa pela retirada das armas das mãos destes criminosos”, disse Blaz.

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