Pesquisadores encontram vírus congelados há 15 mil anos em geleiras no Tibete

O permafrost, ou permanentemente congelado, em tradução livre, é uma superfície que se mantém sob temperaturas abaixo de zero durante todo o ano no Ártico e em regiões de países de clima extremo como o Canadá e a Rússia, além do estado do Alasca, nos Estados Unidos. O gelo preserva informações importantes, especialmente para a área da microbiologia, que podem ajudar a revelar o contexto climático de outras eras do planeta além de previsões sobre mudanças climáticas futuras.

O aumento da temperatura global tem levado ao derretimento de áreas que, até então, permaneciam congeladas a maior parte do tempo. Apesar de preocupante, o cenário permite que pesquisadores ampliem os estudos em regiões geladas. Uma dessas pesquisas, liderada por cientistas da Universidade Estadual de Ohio, nos Estados Unidos, revelou vírus que passaram os últimos 15 mil anos congelados na região das geleiras do Tibete, na Ásia.

A taxonomia de novos vírus pode ser estabelecida usando a análise de compartilhamento de genes a partir de sequências virais. Segundo o estudo, a partir da análise genética, foram encontrados 33 tipos de vírus, dos quais 28 são novos. Os resultados do estudo foram publicados no periódico científico Microbiome.

A análise se concentrou em vírus que infectam bactérias, chamados bacteriófagos. Segundo o estudo, os dados encontrados abrem caminho para o desenvolvimento de novas pesquisas no campo das comunidades virais presentes nas geleiras.

“Esses métodos e conjuntos de dados podem permitir que os pesquisadores contextualizem novas descobertas e comecem a incorporar micróbios do gelo e seus vírus ao contexto das mudanças climáticas passadas e presentes em regiões geograficamente diversas em todo o mundo”, diz o artigo.

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