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Pedófilo preso no DF tentou reproduzir casa do filme Jogos Mortais

morador de Planaltina preso na sexta-feira (12/2) por armazenar e compartilhar pornografia infantojuvenil reside em uma casa em que tentava reproduzir o ambiente dos filmes da famosa franquia Jogos Mortais. Por fora, o imóvel parecia normal. Por dentro, era repleto de sujeira e imitações de armadilhas.

Segundo o delegado Giancarlos Zuliani, chefe da Delegacia Especial de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC), a residência é assustadora. “Tudo indica que ele tentava seguir os rituais do filme Jogos Mortais. A casa parecia um filme de horror”, afirma.

Havia muito lixo e sujeira espalhados propositalmente pelos diversos cômodos do imóvel, lembrando as armadilhas dos nove filmes da franquia que forçavam as pessoas a sobreviverem para escapar.

“Por fora, a casa parecia normal, mas, por dentro, é um show tenebroso”, completa o delegado.

Um dos cômodos mais sujos é o banheiro, que não parece ser utilizado para o seu propósito. Com um computador colocado no chão, o teclado apoiado em cima do vaso sanitário e uma cadeira embaixo do chuveiro, o local ainda conta com uma inscrição na parede. Enquanto que no primeiro filme dos Jogos Mortais há a inscrição de um “X” no cômodo, na casa em Planaltina está escrito “HUGON”.

O quarto também parece simular outra armadilha. Os policiais encontraram ali uma cadeira pendurada de cabeça para baixo e cheia de fios em cima do colchão, próximo a um sofá completamente destruído. No quarto filme da série, um quarto também é utilizado como armadilha para um homem que estuprava e filmava as mulheres vítimas dele.

Operação Coleciona-Dores

Detalhes sobre a residência do suspeito foram descobertos durante a quinta etapa da Operação Coleciona-Dores. Após autorização judicial, os agentes da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) cumpriram mandado de busca e apreensão no endereço do acusado. Na casa, os policiais encontraram materiais relacionados à pornografia infantil armazenados em um HD externo.

Preso em flagrante, o suspeito tem 29 anos, morava com a mãe e está desempregado. Segundo o delegado Dário Freitas, da DRCC, o homem vai responder pela Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990, o Estatuto da Criança e do Adolescente.

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