Parlamentares da bancada evangélica expõem insatisfação com governo Bolsonaro

Parlamentares da bancada evangélica expõem insatisfação com governo  Bolsonaro - Brasil - Extra Online

Em meio a sinais dados por partidos de esquerda de que tentarão se reaproximar de igrejas evangélicas para as eleições de 2022, o Planalto enfrenta o seu momento de maior estremecimento na relação com lideranças do segmento desde o início do mandato de Jair Bolsonaro. O atrito é notícia ruim para o presidente: a última pesquisa do Ipec do mês passado apontou que 38% dos eleitores evangélicos consideram o governo ótimo ou bom, dez pontos percentuais a mais do que a população no geral.

Uma reunião na última quarta-feira, entre o ministro da Educação, Milton Ribeiro, e o pastor e deputado federal Marco Feliciano (Republicanos-SP), vice-líder do governo na Câmara, tentou apaziguar um dos vários focos recentes de insatisfação de lideranças cristãs. O encontro com o parlamentar, um dos mais assíduos interlocutores de Bolsonaro, deu-se a partir da crise causada pela nomeação da advogada Claudia Toledo para a presidência da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). Há duas semanas, Feliciano havia encrencado com a escolha após divulgar artigos de Claudia defendendo pautas LGBT e métodos do educador Paulo Freire. Pelas redes, o deputado chamou-a de “esquerdopata” e ameaçou deixar a vice-liderança do governo caso a escolha não fosse cancelada.

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