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Para evitar vazamentos, policiais não foram informados de que prenderiam Fabrício Queiroz

O delegado da Polícia Civil de São Paulo Nico Gonçalves, responsável pela prisão de Fabrício Queiroz na manhã desta quinta-feira, em Atibaia, disse que os policiais não sabiam que estavam indo prender o ex-assessor de Flávio Bolsonaro na operação. Segundo ele, o objetivo era evitar vazamento de informações.

“Não demos ciência para os policiais para não haver nenhum tipo de vazamento, nada. Ontem fomos contatados pelo delegado geral que recebeu a missão do Ministério Público, e nós cumprimos com êxito. A gente fez um briefing hoje por volta de 4 horas na nossa sede e seguimos pro local junto com os promotores públicos”, disse o delegado em entrevista à CNN.

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O promotor responsável pela prisão, Jandir Moura Torres Neto, também confirmou que a operação foi feita de forma que evitasse vazamento. Nem mesmo foram feitas diligências no local da prisão, como é feito de costume pela polícia.

A preocupação com vazamentos surgiu após suspeitas de que políticos estariam recebendo informações sobre operações prestes acontecer. Em maio, por exemplo, Rodrigo Maia disse acreditar que a deputada Carla Zambelli teria sido previamente informada sobre a operação da Polícia Federal que mirou o governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel. No dia 25 de maio, a deputada disse em uma entrevista à Rádio Gaúcha: “A gente deve ter nos próximos meses o que a gente vai chamar talvez de Covidão, ou de, não sei qual é o nome que eles vão dar, mas já tem alguns governadores sendo investigados pela Polícia Federal”. Outro caso é do empresário e suplente de Flávio Bolsonaro, Paulo Marinho que disse que o filho 01 do presidente soube com antecedência que a Operação Furna da Onça, que atingiu Queiroz, seria deflagrada.

Fabrício Queiroz foi preso na manhã desta quinta-feira (18) em um imóvel pertencente a Frederick Wassef, advogado do presidente Jair Bolsonaro e de seu filho Flávio. Em uma entrevista à GloboNews, em dezembro de 2019, o advogado disse não saber onde estava Queiroz.

No local da prisão também foram feitas buscas e apreensões. Um imóvel ligado ao presidente Jair Bolsonaro, no Rio de Janeiro, também foi alvo de busca e apreensão.

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