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Países fazem novas promessas climáticas à ONU e aumentam pressão sobre emissores

Um grupo de países, em sua maioria menores, apresentou novas e mais ambiciosas promessas climáticas às Nações Unidas nesta semana, aumentando a pressão sobre os grandes emissores – como a China – para fazer o mesmo antes da grande cúpula climática da ONU em novembro.

A chefe do clima da ONU, Patricia Espinosa, disse que até este sábado (31) as Nações Unidas haviam recebido novas promessas de 110 países, entre os quase 200 que assinaram o acordo climático de Paris em 2015.

“Ainda está longe de ser satisfatório, já que apenas pouco mais da metade das partes (58%) cumpriram o prazo de corte”, disse Espinosa em nota, pedindo para aqueles que ainda não cumpriram “redobrarem seus esforços”, além de assumirem compromissos mais ambiciosos para proteger o planeta.

Um total de 15 países – a maioria deles pequenos e com emissões de CO2 relativamente baixas – apresentaram novas promessas nesta semana, antes do prazo de 30 de julho, para serem incluídas no relatório da ONU.

A lista inclui Sri Lanka, Israel, Malawi e Barbados. Malásia, Nigéria e Namíbia estavam entre os maiores países a apresentar metas climáticas mais duras esta semana.

Com ondas de calor mortais, inundações e incêndios florestais ocorrendo em todo o mundo, estão crescendo os apelos por ações urgentes para cortar as emissões de CO2 que aquecem o planeta. 

Mas a última análise das Nações Unidas sobre as promessas climáticas dos países disse que, em conjunto, eles ainda levariam ao aquecimento global muito além do limite de 1,5 grau.

“Eu realmente espero que a estimativa revisada dos esforços coletivos revele um quadro mais positivo”, disse Espinosa.

Pressão internacional sobre os principais emissores 

A China – o maior emissor mundial de CO2 – e países como a Índia e a Coreia do Sul ainda não apresentaram novas promessas climáticas. Eles estão enfrentando uma pressão internacional considerável para fazê-lo antes da cúpula do clima da ONU.

Os Estados Unidos e a União Europeia, o segundo e o terceiro maiores emissores do mundo, aumentaram suas metas nos últimos meses, prometendo reduzir as emissões mais rapidamente nesta década. 

A usina nuclear de Taishan, na China
A usina nuclear de Taishan, na China

Tina Stege, enviada do clima para as Ilhas Marshall, um país insular próximo ao Equador no Oceano Pacífico, que é altamente vulnerável à elevação do nível do mar, pediu que as nações mais ricas que ainda não cumpriram suas promessas aumentem seus objetivos com o clima.

“Se essas grandes economias apresentarem metas alinhadas aos 1,5ºC faria uma grande diferença”, disse ela. O compromisso de um país com o clima é conhecido como uma “contribuição nacionalmente determinada”.

Os países que perderem o prazo para inclusão de suas metas no relatório da ONU ainda podem enviar novas promessas antes da cúpula em novembro, quando todos os países deverão apresentar novas medidas.

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