Pacheco diz que recesso do Congresso vai interromper CPI da Covid

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), declarou na manhã desta 5ª feira (1º.jul.2021) que a CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Covid deve ser suspensa durante o recesso do Congresso Federal, de 18 a 31 de julho. Em entrevista à rádio CBN, Pacheco disse que, durante o período de paralisação, o prazo imposto para os trabalhos da CPI não será aplicado.

Pacheco rebateu a fala de Renan Calheiros (MDB-AL), relator da comissão, de que estaria tentando paralisar os trabalhos da CPI da Covid.

“[Renan Calheiros] sabe a realidade do Parlamento”, disse. “Não fui eu que inventei o recesso parlamentar. O recesso parlamentar está previsto na Constituição Federal como uma imposição”, continuou Pacheco.

Para que ele não aconteça, é preciso que haja consonância da Câmara com o Senado em algo excepcional.

O recesso só não seria realizado se a LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) não fosse aprovada. Pacheco disse considerar a votação da LDO importante para o Brasil e, por isso, não gostaria que ela fosse atrasada para que os trabalhos da CPI fossem mantidos.

Segundo ele, é preciso “seguir a normalidade” do Congresso, mas garantir que “não há qualquer intenção de atrapalhar os trabalhos das CPIs”. Pacheco declarou que tem dado “toda a colaboração” à CPI e que não tem interferido no trabalho.

Uma paralisação no decorrer do recesso existe desde que o Parlamento existe. Isso se aplica à CPI mas também ao funcionamento do plenário e das comissões”, disse.

 temas igualmente importantes analisados no Congresso Federal e que sempre paralisaram no recesso.”

Sobre as suspeitas levantadas pela Comissão, como irregularidades na compra de vacinas, Pacheco declarou que são “preocupantes” e “evidentemente muito graves”.

É evidente que esses fatos precisam ser apurados”, disse. “Em um momento como esse e em um tema como esse, de saúde, devem ser apurados até as últimas consequências, apontando responsabilidades (…) e impondo condenações àqueles que sejam culpados”.

Segundo ele, o governo “passa por um momento de dificuldade” não apenas por conta das investigações da CPI, mas também pelo enfrentamento à pandemia e pela crise econômica decorrente da covid-19.

Tivemos um número de mortos muito acentuado, tivemos erros sucessivos em relação ao combate à pandemia, como o próprio cronograma de vacinação”, declarou.

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