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Operação da Polícia Federal prende 160 suspeitos de tráfico de drogas e armas no Rio e em mais 9 estados

No Rio, a Polícia Federal prendeu esta semana uma quadrilha de criminosos que ajudavam a transportar drogas e armamentos de guerra, à luz do dia, pelas estradas brasileiras, com saída e entrada no Triângulo Mineiro, em Minas Gerais. Na reportagem veiculada ontem pelo “Fantástico”, da TV Globo, a Operação Balada apontou na investigação outros suspeitos em mais 9 estados do país. Segundo a polícia, pelo menos 500 fuzis transportados tinham como destino o Complexo da Maré, no Rio. Ao total, 160 suspeitos foram presos, e lanchas, jet sky e relógios foram apreendidos em hotéis da quadrilha.

A Operação, comandada pela Polícia Federal de Uberlândia, cumpriu mais de 400 mandados de prisão e de busca e apreensão no Rio, em São Paulo, Goiás, Rondônia, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Pará. Segundo a polícia, o dinheiro recebido por meio do crime servia para ostentar a vida de luxo dos traficantes e custear viagens internacionais, com destinos para Dubai, Bélgica, Estados Unidos, Holanda, Espanha, França e outros, todas com publicações em redes sociais.

A apuração da PF apontou Uberlândia, em Minas, como a região central do crime, onde, em um monitoramento da polícia, três rapazes foram identificados com destino à Ponta Porã, no Mato Grosso do Sul, uma viagem com duração de quase 10 horas para um objetivo: buscar armamentos. A atuação também recebia a ajuda de batedores no caminho.

A prisão de parte dos criminosos aconteceu em flagrante, no dia 29 de abril do ano passado, no retorno dos criminosos à Uberlândia. Na entrada da cidade, policiais abordaram os traficantes e encontraram, junto com eles, oito fuzis, 14 pistolas e 29 carregadores.

De acordo com a polícia, Leandro Naves, conhecido como Leandrin, de 30 anos, é identificado como um dos líderes do tráfico em Uberlândia. Outro preso foi identificado como Wesley Da Silva, o Weslei Agito, amigo próximo e parceiro de viagens internacionais de Leandro, produtor de grandes eventos e vendedor de drogas sintéticas.

Segundo o delegado Renato Benni Da Silva, os traficantes conseguiam fazer de 1 a 2 viagens por mês para Ponta Porã.

— A estimativa nossa é que cada transporte deles girava em torno de 10 fuzis e uma média de 15 pistolas. Esse grupo já esta realizando esse trabalho há pelo menos 4 anos. Chegamos a uma estimativa de 500 fuzis enviados para a cidade do Rio de Janeiro nesse período — diz ele, em entrevista para a TV Globo.

O superintendente regional da PF, Marcelo Salvio Rezende Vieira, afirma que o lucro do grupo criminoso chegava a bilhões:

— Nos últimos dois anos, a investigação conseguiu detectar uma movimentação de 2 bilhões de reais.

Hotéis de luxo serviam de point e investimento para o grupo

A Polícia Federal afirma que além da vida de luxo ostentada em viagens, o grupo investia em hotéis luxuosos em Minas Gerais, que eram usados para legalizar o dinheiro do crime. Um deles ficava em às margens da represa de Miranda, e outro em Ituiutaba.

Na gravação divulgada pelo “Fantástico”, o policial mostra seis suítes, uma hidromassagem e uma piscina em um dos estabelecimentos no dia da prisão. O local também servia para a reunião dos criminosos, como ponto de encontro. A Operação também prendeu o dono do hotel, a irmã, o cunhado e a esposa.

Além deles, Paulo Henrique Alves e a influenciadora digital Thais Teodoro também foram presos com suspeita de envolvimento no tráfico de drogas.

— O motivo do nome da Operação Balada foi por causa da ostentação nas redes sociais que essas pessoas demonstravam, alto poder aquisitivo, embarcações, automóveis de luxo, viagens internacionais sem qualquer tipo de ação do estado contra elas — diz o delegado Renato, em entrevista à TV Globo.

A Operação também bloqueou contas correntes dos traficantes.

A reportagem do Fantástico não identificou os advogados do dono do hotel e nem do casal. As defesas de Leandro Naves e de Wesley da Silva dizem que os acusados negam o envolvimento. O gerente do hotel em Ituiutaba não quis comentar sobre o caso.

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