ONU faz exposição no Rio em homenagem às vítimas do holocausto

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Na semana do aniversário de 75 anos da libertação das vítimas do maior campo de concentração nazista, a ONU inaugurou uma exposição em homenagem às vítimas do holocausto. A cerimônia contou com a presença de um dos sobreviventes de Auschwitz.

Freddy Glatt era apenas um menino quando começou a Segunda Guerra Mundial. Durante muito tempo, viveu escondido. Passou frio, fome, teve medo e perdeu dois irmãos.

Hoje, aos 90 anos, ainda se lembra bem da tragédia que não quer que se repita nunca mais.

Freddy foi um dos convidados da cerimônia que marcou o Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto, no Centro Cultural da Justiça Federal, no Centro do Rio.

“Não foram só judeus que morreram. Foram 11 milhões de pessoas. Foram ciganos, homossexuais, deficientes físicos, deficientes mentais, negros, testemunhas de jeová. É uma data muito importante. Data importante para a humanidade”, diz Amon Velmovitsky, presidente da Federação Israelita do Rio de Janeiro (Fierj).

Libertação dos prisioneiros

Foi no dia 27 de janeiro de 1945 que as tropas soviéticas libertaram os prisioneiros de Auschwitz, o maior campo de concentração nazista, onde mais de um milhão de judeus foram assassinados.

“Temos que confrontar ódio, antissemitismo e ensinar os jovens a promover a dignidade humana”, comenta Kimberly Mann, diretora do Unic Rio, Centro de Informação da ONU no Brasil.

Além da cerimônia, uma exposição lembrou os horrores do holocausto. A mostra feita em parceria entre o Museu do Holocausto dos Estados Unidos e a Onu questiona qual o papel das pessoas comuns na perseguição aos judeus e por que tanta gente apoiou os crimes nazistas.

O papel de Adolf Hitler foi decisivo, mas ele dependia de várias outras pessoas.

A exposição traz reflexões sobre o que essas pessoas fizeram — ou deixaram de fazer: se ajudaram as vítimas ou contribuíram para o maior genocídio da história.

Dias como este são importantes para lembrar que nenhum gesto de ódio, racismo ou antissemitismo pode ser tolerado.

“O preconceito existe quando você tem o conceito antes de conhecer uma pessoa. É isso que a gente tem que combater nesse momento quando o ódio racial está nos quatro cantos do mundo e tá renascendo. O nazismo morreu, mas os nazistas não”, defende Osias Wurman, cônsul honorário de Israel.

Witzel compara crime no Rio a ataques em Israel

Durante a inauguração da exposição, o governador do Rio, Wilson Witzel, comparou a atuação do crime organizado no Rio com os ataques terroristas em Israel.

“Nós aqui no Rio de Janeiro, estamos evidentemente que longe do movimento nazista. Mas eu relembro. O crime organizado se comporta como os terroristas que atacam Israel. Atiram nas vítimas inocentes. Usam as comunidades como escudos humanos. Oprimem aquela população. Nós estamos num trabalho de libertação desses povos. Não vamos parar. Vamos continuar porque se Winston Churchill tivesse decidido se entregar a Hitler, não sei o que seria do mundo hoje. E ele enfrentou com sangue, suor e lágrimas. E hoje, o que estamos fazendo no Rio é sofrendo com lágrimas, mas como a Alemanha foi derrotada e o mundo venceu o nazismo, nós vamos vencer o crime organizado e libertar as comunidades do Rio de Janeiro desta saga que é o crime organizado”, disse o governador.

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