Obras da Transbrasil no Caju fazem a travessia da Ponte Rio-Niterói levar o dobro do tempo nesta manhã

O engarrafamento causado na descida da Ponte pela obra do BRT Transbrasil faz moradores de São Gonçalo e Niterói perderem mais de 40 minutos no trecho entre a Grande Curva e o Into — Foto: Alba Valéria Mendonça/G1

As obras do BRT Transbrasil, na Avenida Brasil, têm afetado o trânsito da Ponte Rio-Niterói até mesmo fora dos horários de rush. O afunilamento das pistas por causa do canteiro do Caju, na Zona Portuária, forma um engarrafamento que se estende por toda a Ponte e fez dobrar o tempo de travessia.

Um levantamento da EcoPonte a pedido do G1 mostra que, com as obras, cruzar a Baía em direção ao Rio no rush matinal demora 40 minutos, em vez dos 20 minutos da média do período. Já houve picos de 58 minutos. Com pistas livres, percorrer toda a Ponte leva 13 minutos.

O “gargalo” que afeta quase toda a Ponte fica em frente ao Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into). As obras reduziram o tráfego a três faixas – uma na pista central e duas na lateral, que recebem quase todos os ônibus e todo o trânsito de quem vai para as avenidas Francisco Bicalho e Binário do Porto.

‘Anatomia’ de um engarrafamento

Ao comparar o movimento na Ponte entre setembro e a primeira quinzena de outubro, a concessionária verificou que os períodos de lentidão se estendem por 16 horas diárias, das 6h às 21h. No mesmo período em 2018, o período de lentidão era de quatro horas por dia, e só de manhã.

A retenção no trânsito na Ponte em direção ao Rio já começa a partir da Grande Curva – a quatro quilômetros do “gargalo”.

A EcoPonte mede constantemente o tempo de travessia noas dois sentidos. Na segunda-feira (14), o trânsito para o Rio assim se comportou:

  • 5h54: 16 minutos;
  • 6h31: 26 minutos;
  • 7h38: 40 minutos;
  • 14h: 44 minutos.

Reclamações sobre rodas

No ponto de ônibus em frente ao Into, as reclamações se sucedem.

“Perco todo dia cerca de 40 minutos parado da Grande Curva ao Into”, diz Sérgio Gama, morador de Niterói. “Estou acordando mais cedo, saindo de casa mais cedo, mas estou chegando ao trabalho mais tarde. A gente já chega ao trabalho cansado, estressado, atrasado. E nem dá para cochilar no ônibus porque ele vem lotado”, emenda.

Télia Costa, que mora em São Gonçalo e trabalha no Rio, também diz perder muito tempo naquele trecho. “Desde que começaram essas obras, levo em torno de uma hora e meia para chegar ao Rio. Antes eu gastava menos tempo. Essa obra acabou com nosso trânsito, com o horário de trabalho. É muito carro, trânsito parado. É muito desgastante”, reclamou Télia.

Desde que começou a enfrentar o engarrafamento na descida da Ponte, Gabriela de Moraes teve de antecipar o horário do despertador. Moradora de São Gonçalo, ela diz que acorda às 4h30 para poder se arrumar e pegar o ônibus das 5h30 e chegar no horário ao trabalho, em Botafogo, na Zona Sul.

Mas na última segunda-feira (14), mesmo madrugando, ela já estava atrasada.

“Entro às 8h, mas já são 8h20 e ainda estou aqui no Caju. Estou acordando cada dia mais cedo para não chegar tão atrasada. Porque uma coisa é certa: desde que começaram essas obras, com esse engarrafamento, nunca mais cheguei no horário”, destacou Gabriela.

A dona de casa Edinilza Silva, também moradora de São Gonçalo, destaca que não está perdendo só tempo na Ponte – dinheiro também. O engarrafamento acaba estourando o prazo da baldeação do Bilhete Único, de duas horas e meia, e ela tem de pagar a segunda condução para chegar ao Hospital dos Servidores, no Centro do Rio.

“Não consigo mais pegar os dois ônibus com o Bilhete Único. Está sempre estourando o tempo. Antes dessa obra, pegava o ônibus de 5h50 e às 7h30 já estava no hospital. Agora, uma hora dessas, 9h, e ainda estou no meio do caminho”, lamentou Edinilza.

Mais dificuldades previstas após conclusão da obra

O novo trajeto do BRT Transbrasil vai de Deodoro, na Zona Norte, à Central do Brasil. E o corredor exclusivo do BRT vai fechar a passagem de quem vai para a Avenida Francisco Bicalho.

Com isso, os ônibus que descem da Ponte pela rampa de acesso em frente ao Into só poderão seguir pela Avenida Rodrigues Alves e Túnel Marcello Alencar, o que vai alterar o itinerário de 84 linhas de ônibus que atualmente seguem para o Centro e Zona Sul pela Avenida Francisco Bicalho. Essas alterações devem impactar mais de 2,5 milhões de passageiros.

A Secretaria Municipal de Transportes informa que os ônibus da Ponte Rio-Niterói, sentido Centro, que desejarem acessar a Avenida Francisco Bicalho, deverão prosseguir pelo Viaduto do Gasômetro. E não mais descer no acesso junto ao Into.

As secretarias de Transportes e de Infraestrutura e a CET-Rio ainda estão estudando alternativas para que os veículos façam a transposição da pista do BRT, entre a futura Estação Into e o futuro Terminal Rodoviário.

Atualmente, quem segue direto para a Avenida Francisco Bicalho pelo Viaduto do Gasômetro enfrenta congestionamento na única agulha que dá acesso à pista lateral, que segue para o Túnel Rebouças e para a Praça da Bandeira.

Reclamações sobre rodas

No ponto de ônibus em frente ao Into, as reclamações se sucedem.

“Perco todo dia cerca de 40 minutos parado da Grande Curva ao Into”, diz Sérgio Gama, morador de Niterói. “Estou acordando mais cedo, saindo de casa mais cedo, mas estou chegando ao trabalho mais tarde. A gente já chega ao trabalho cansado, estressado, atrasado. E nem dá para cochilar no ônibus porque ele vem lotado”, emenda.

Télia Costa, que mora em São Gonçalo e trabalha no Rio, também diz perder muito tempo naquele trecho. “Desde que começaram essas obras, levo em torno de uma hora e meia para chegar ao Rio. Antes eu gastava menos tempo. Essa obra acabou com nosso trânsito, com o horário de trabalho. É muito carro, trânsito parado. É muito desgastante”, reclamou Télia.

Desde que começou a enfrentar o engarrafamento na descida da Ponte, Gabriela de Moraes teve de antecipar o horário do despertador. Moradora de São Gonçalo, ela diz que acorda às 4h30 para poder se arrumar e pegar o ônibus das 5h30 e chegar no horário ao trabalho, em Botafogo, na Zona Sul.

Mas na última segunda-feira (14), mesmo madrugando, ela já estava atrasada.

“Entro às 8h, mas já são 8h20 e ainda estou aqui no Caju. Estou acordando cada dia mais cedo para não chegar tão atrasada. Porque uma coisa é certa: desde que começaram essas obras, com esse engarrafamento, nunca mais cheguei no horário”, destacou Gabriela.

A dona de casa Edinilza Silva, também moradora de São Gonçalo, destaca que não está perdendo só tempo na Ponte – dinheiro também. O engarrafamento acaba estourando o prazo da baldeação do Bilhete Único, de duas horas e meia, e ela tem de pagar a segunda condução para chegar ao Hospital dos Servidores, no Centro do Rio.

“Não consigo mais pegar os dois ônibus com o Bilhete Único. Está sempre estourando o tempo. Antes dessa obra, pegava o ônibus de 5h50 e às 7h30 já estava no hospital. Agora, uma hora dessas, 9h, e ainda estou no meio do caminho”, lamentou Edinilza.

Mais dificuldades previstas após conclusão da obra

O novo trajeto do BRT Transbrasil vai de Deodoro, na Zona Norte, à Central do Brasil. E o corredor exclusivo do BRT vai fechar a passagem de quem vai para a Avenida Francisco Bicalho.

Com isso, os ônibus que descem da Ponte pela rampa de acesso em frente ao Into só poderão seguir pela Avenida Rodrigues Alves e Túnel Marcello Alencar, o que vai alterar o itinerário de 84 linhas de ônibus que atualmente seguem para o Centro e Zona Sul pela Avenida Francisco Bicalho. Essas alterações devem impactar mais de 2,5 milhões de passageiros.

A Secretaria Municipal de Transportes informa que os ônibus da Ponte Rio-Niterói, sentido Centro, que desejarem acessar a Avenida Francisco Bicalho, deverão prosseguir pelo Viaduto do Gasômetro. E não mais descer no acesso junto ao Into.

As secretarias de Transportes e de Infraestrutura e a CET-Rio ainda estão estudando alternativas para que os veículos façam a transposição da pista do BRT, entre a futura Estação Into e o futuro Terminal Rodoviário.

Atualmente, quem segue direto para a Avenida Francisco Bicalho pelo Viaduto do Gasômetro enfrenta congestionamento na única agulha que dá acesso à pista lateral, que segue para o Túnel Rebouças e para a Praça da Bandeira.

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