Novo diretor-geral da PF tem perfil político e estava distante de investigações

O novo nome escolhido para comandar a Polícia Federal, o delegado Paulo Maiurino, é conhecido internamente por ter um perfil mais “político” e estava distante da atuação em investigações da PF, por ter passado por diversos cargos em outros órgãos. Também atuou em secretarias de Segurança Pública em São Paulo, no Distrito Federal e no conselho de segurança pública do Estado do Rio.

O delegado ocupava desde setembro do ano passado o cargo de assessor especial de segurança institucional do presidente do Conselho da Justiça Federal, que atualmente é Humberto Martins, presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Antes, ele foi secretário de segurança do Supremo Tribunal Federal (STF) durante a gestão do presidente Dias Toffoli, entre outubro de 2019 e setembro de 2020.

Delegados da PF ouvidos pelo GLOBO, sob condição de anonimato, receberam com ressalvas o nome do novo diretor-geral, por sua atuação em cargos políticos e conexão com dois ministros contrários às investigações da Lava-Jato.

Passou por cargos políticos em gestões do PT e do PSDB. Durante o governo do tucano Geraldo Alckmin em São Paulo, ele foi subsecretário de Segurança Pública no ano de 2018 e secretário de Esportes entre 2016 e 2018. Também foi assessor especial na Secretaria de Segurança Pública do DF entre 2014 e 2015, na gestão do governador petista Agnelo Queiroz, e corregedor-geral do Ministério da Justiça entre outubro de 2010 e outubro de 2012, durante a gestão do PT no governo federal.

Dentro da PF, o delegado é conhecido por ter atuado, em 2006, na investigação do chamado “mensalão mineiro”, que apurou crimes de caixa 2 na campanha de reeleição do tucano Eduardo Azeredo ao governo de Minas Gerais.

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