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Noites frias: Magé ganha novo abrigo para pessoas em situação de rua

O Brasil deve registrar, nos próximos dias, algumas das madrugadas mais frias do ano. Pensando nas pessoas em situação de rua, a Prefeitura de Magé decidiu abrir mais um alojamento para pernoite, que começa a funcionar nesta sexta-feira (30/07). O espaço ficará na Casa de Passagem da Piedade, no primeiro distrito, e terá capacidade para atender 25 pessoas por noite. O atendimento será idêntico ao do Ginásio Poliesportivo Dejair Corrêa, no Parque Alegria, com colchonetes, cobertores, banho quente, janta e café da manhã. “Antes, a gente só tinha o Poliesportivo do Alegria e a novidade é que, agora, vamos contar também com um novo abrigo na Piedade. Queremos deixar um canal aberto com a população para que eles conheçam e saibam que o nosso pernoite está funcionando”, declarou a primeira-dama da cidade, Lara Torres.

Na noite desta quinta-feira (29/07), Lara, acompanhada da secretária Municipal de Assistência Social, Flávia Gomes, e de uma equipe do Serviço de Abordagem Social, percorreu o Centro de Piabetá para tentar convencer alguns moradores em situação de rua a se abrigarem do frio no Poliesportivo do Alegria. Dentre tantas histórias de quem perdeu os pais, ficou sem emprego ou veio de outro lugar para Magé atrás de um sonho que não deu certo, alguns convencimentos aconteceram. E lá se foi a kombi da Assistência, cheia de novos sonhos, em direção ao abrigo aberto pela Prefeitura há dois meses, logo assim que as noites de frio tiveram início em 28 de maio. “Sabemos que as próximas madrugadas poderão ser as mais frias do ano, mas queremos que a população saiba que temos uma rede de apoio muito grande, que, além do pernoite, conta com o Centro POP e a Casa de Passagem”, frisou a secretária. 

Acostumada à abordagem, a coordenadora do Alojamento do Ginásio Dejair Corrêa, Roberta Fialho, conhece bem o dia a dia das cerca de 220 pessoas em situação de rua que vivem em Magé e, por isso, insistiu para que algumas fossem para o abrigo. “A grande dificuldade que temos é que, mesmo com esse frio todo, algumas pessoas na rua não aceitam ajuda. Muitos nem são daqui do município e isso acaba sendo mais difícil para o convencimento”, admitiu. Nascido em Cachoeiro do Itapemirim, no Espírito Santo, Odirlei de Oliveira Mendes, 41 anos, foi um dos primeiros a chegar no abrigo na quinta-feira. Ele contou que já passou muitas noites de frio na rua: “Morei na rua em Petrópolis e lá passei muito frio. É horrível, né? Não desejo isso nem para os inimigos que eu não tenho”. 

O Poliesportivo do Alegria tem capacidade para alojar até 100 pessoas, mas, nos dias mais cheios, recebeu, até agora, 48 moradores em situação de rua. 

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