No Rio, transporte intermunicipal volta gradualmente: ramal da SuperVia e estações de barcas seguem paradas

Wilson Witzel publicou um decreto na tarde desta sexta-feira determinando a volta do transporte intermunicipal, composto por ônibus, barcas e trem, a partir deste sábado, dia 6 de junho. O metrô, que faz a ligação entre diferentes pontos da cidade do Rio, também pode circular novamente. O governador suspendeu a triagem e o controle de passageiros no acesso às estações de transporte, que devem agora disponibilizar álcool 70% ou produto higienizador compatível com a demanda. Funcionários e passageiros devem usar máscara, em prevenção ao coronavírus.

Nas linhas intermunicipais, que fazem ligação entre as cidades da Região Metropolitana, os ônibus podem circular com todos os assentos ocupados, mas não está permitida a permanência de passageiros em pé. Já as linhas que ligam a Região Metropolitana e o interior do estado devem operar com apenas metade dos assentos disponíveis, também sendo proibido viajar em pé. Há exceção, no entanto, para os municípios de Barra Mansa, Pinheiral e Volta Redonda. Nesssas cidades, permanece restrita a circulação de ônibus intermunicipal, fretado e vans nas conexões com outras cidades. O transporte coletivo entre os três municípios está mantido.

O transporte ferroviário, por sua vez, deverá operar com apenas 50% da capacidade de circulação, assim como o metrô. A operação do ramal Guapimirim permanecerá suspensa.

Nas barcas, todos os assentos podem estar ocupados, mas fica proibido seguir viagem em pé. As estações Charitas e Cocotá permanecerão temporariamente fechadas.

Órgãos de regulação, Detro e Agetransp ficam responsáveis pela fiscalização das restrições e pela aplicação de sanções, como multas.

Um trecho do decreto de Witzel, publicado nesta sexta-feira numa edição extraordinária do Diário Oficial, diz: “Caberá aos operadores efetuar os ajustes requeridos, modificando a oferta de transporte de maneira a atender eventuais adequações, evitando a aglomeração de pessoas nas estações de embarque e desembarque, nos terminais rodoviários, bem como no interior dos veículos e embarcações”. O texto diz ainda que “o transporte público de passageiros é atividade essencial” e que há “necessidade de adequar a oferta de transporte coletivo de passageiros diante das medidas de flexibilização do isolamento social”.

Em nota, a Federação das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Rio de Janeiro (Fetranspor) afirma que as empresas que operam linhas intermunicipais com destino à cidade do Rio estão prontas para a retomada das operações, atendendo a todas as recomendações sanitárias estabelecidas pelas autoridades de saúde.Trens podem circular com 50% da capacidade, assim como metrô

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