Nenê se reencontra pelo meio, mas Fluminense se perde no fim e volta a tomar “gol de pelada”

Odair Hellmann reconhece que falta atenção em certos momentos para o seu time. Mas não se pode resumir a isso como o único problema. A equipe até se reencontrou com Nenê voltando a jogar centralizado e mais próximo da área, onde ele rende melhor. Foi assim que ele marcou o belo gol de empate e onde daria uma assistência, não fosse pelo gol perdido por Evanilson cara a cara. E Michel Araújo vai se firmando cada vez mais como titular desse meio de campo tricolor.

Scout – Bragantino x Fluminense

  Bragantino Fluminense
Posse de bola 44% 56%
Finalizações 13 10
Chances claras 4 3
Passes certos 389 374
Passes errados 78 83
Desarmes 28 37
Faltas 19 14
Impedimentos 2 0

Porém, o Fluminense, que conseguia ser perigoso mesmo com menor posse de bola no primeiro tempo, quando criou duas chances claras de gol, foi perdendo força na etapa final, quando teve apenas uma oportunidade real que nasceu de uma falha do zagueiro adversário. E depois da saída de Nenê para a entrada de Ganso, o time passou a ter mais a bola, mas não conseguiu mais assustar o goleiro Cleiton. O camisa 10 até teria uma chance na área, mas tentou cavar pênalti e não chutou.

Nenê voltou a jogar por dentro, em parceria com Michel Araújo, e foi bem — Foto: Mailson Santana / Fluminense FC

É compreensível a decisão de Odair de tirar o Nenê àquela altura do segundo tempo, quando ele já dava sinais de cansaço, e com o intuito de preservar o jogador mais veterano do elenco em meio à maratona de jogos. E para o técnico colocar o Ganso, ter os dois juntos em campo seria um risco muito alto por questões de intensidade na marcação. A opção da troca de um pelo outro teoricamente foi correta, só que o camisa 10 não entregou o que se esperava dele (mais uma vez).

Outro fator que pesou para a pouca criação foi a inoperância de Marcos Paulo. Enquanto esteve em campo, antes de ser sacado no intervalo, o garoto esteve irreconhecível, participando pouco e não dando sequência a uma jogada. Era como se fosse um jogador a menos, o que vinha acontecendo também com Yago antes de perder a vaga para Michel Araújo. Muriel ainda falhou no primeiro gol, e o Fluminense continua sofrendo com os laterais. Egídio e Igor Julião, apesar da linda assistência para Nenê, pouco apoiaram e deram muitos espaços na defesa.

Marcos Paulo, porém, viveu noite muito apagada e não ajudou o time — Foto: Mailson Santana / Fluminense FC

Uma crítica direta a Odair que pode ser feita é em relação à demora para fazer todas as substituições. Contra o Bragantino, o treinador sequer usou as cinco e colocou dois jogadores nos minutos finais: Pacheco aos 40 e Caio Paulista aos 49. Sendo que o time desde o início do segundo tempo já dava mostras de ter perdido o poder de fogo. Por outro lado, a formação encontrada por Odair, com Michel Araújo na trinca de volantes e Nenê por dentro, demonstra ser a mais indicada para aperfeiçoar.

Com a segunda derrota no Brasileirão, o Fluminense perdeu momentaneamente quatro posições na classificação, de nono para 13º, e ainda pode cair mais na tabela no complemento da rodada nesta quinta-feira. Os jogadores seguem concentrados em Atibaia, no interior de São Paulo, onde treinam nesta quinta no campo do hotel e viajam na sexta para Curitiba. O Tricolor volta à ação no próximo sábado, quando enfrentará o Athletico-PR às 16h (de Brasília), na Arena da Baixada.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

TV Prefeito