Na ONU, Ernesto Araújo contesta medidas de restrição contra a covid-19

O ministro Ernesto Araújo (Relações Exteriores) contestou medidas de restrição para o combate à covid-19 na 1ª sessão da reunião anual do Conselho de Direitos Humanos da ONU (Organização das Nações Unidas), na manhã desta 2ª feira (22.fev.2021).

“Sociedades inteiras estão se habituando à ideia de que é preciso sacrificar a liberdade em nome da saúde. Não se pode aceitar um lockdown no espírito humano”, afirmou o chanceler, fazendo referência às políticas de isolamento social para evitar a disseminação do novo coronavírus.

Araújo disse ainda que há uma “maré crescente de controle da internet por diferentes atores, movidos por objetivos econômicos ou ideológicos, que precisa ser detida”. Segundo ele, as redes sociais estão sendo utilizadas para perseguição ideológica.

“O grande desafio de hoje é aquilo que chamo de ‘tecnototalitarismo’; do bloqueio de plataforma e sites até o controle de conteúdo e informações, das medidas judiciais e leis que criminalizam atividades online até o emprego abusivo equivocado de algoritmos”, declarou.

A ministra Damares Alves (Mulher, Família e Direitos Humanos) também discursou durante o evento. Destacou a prioridade concedida a grupos vulneráveis na campanha de vacinação do governo federal contra a covid-19: “Em 2021, garantimos a vacinação prioritária da população idosa, realizada em paralelo com a dos profissionais de saúde e povos tradicionais”.

“Indígenas, quilombolas e povos isolados foram beneficiados por mais de 700 mil cestas básicas para que se mantivessem em suas localizados, longe de áreas de contaminação”, disse.

Damares também se posicionou contra o direito ao aborto. Afirmou que o Brasil “continua firme na defesa da democracia, da liberdade, da família e da vida a partir da concepção”.

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