Multa para quem furar lockdown no interior de SP chega a R$ 1.250

Duas das principais cidades do interior de São Paulo, Ribeirão Preto e São José do Rio Preto, iniciaram a 0h desta quarta-feira (17) um lockdown, assim como já ocorreu em Araraquara (SP). Os dois municípios proibiram a circulação de pessoas e suspenderam serviços essenciais, como supermercados e transporte público. A multa para quem furar a regra chega a R$ 1.250.

As medidas mais rígidas para conter o vírus valem, em ambas as cidades paulistas, até o próximo domingo (21). 

Na terça-feira (16), pelo menos outros 11 municípios paulistas sinalizaram que adotariam medidas ainda mais rígidas do que as já estabelecidas pela atual fase emergencial, decretada pelo governo do Estado, para conter a pandemia do coronavírus. Porém, nem todos adotaram as medidas mais rígidas nesta quarta-feira.

Além de Rio Preto e Ribeirão Preto, prometeram endurecer a circulação de pessoas as cidades de Bady Bassit, Sales, Ibirá, Nova Aliança, Nova Granada, Palestina, Mira Estrela, Guapiaçu, Monte Aprazível, Jales e Icém – todos no noroeste do estado. No entanto, apenas os municípios de Bady Bassit e Guapiaçu, ambos na região de Rio Preto, decretaram lockdown.  

De acordo com informações do governo do Estado, 63 municípios operam com 100% das UTIs ocupadas.

O que muda na prática

As mudanças atingem os serviços essenciais, como supermercados, que passam a ficar fechados para o público e só poderão funcionam com delivery, além de afetarem o transporte público – em Ribeirão Preto e em São José do Rio Preto, não há o serviço.

Bancos e lotéricas não poderão atender presencialmente. Isso porque, mesmo com a fase emergencial, a mais restritiva até então, a taxa de isolamento não passou de 40% em Ribeirão Preto nos últimos dias. Por isso, quem precisar se deslocar terá de se justificar. 

Autoridades de saúde já disseram que somente a abertura de leitos e a transferência de pacientes não são suficientes para frear a pandemia nas cidades. “É uma iniciativa dos municípios, eles se mobilizam regionalmente, o governo vai apoiar as prefeituras para desacelerar o contágio na região”, afirmou o secretário de Desenvolvimento Regional, Marco Vinholi. 

“É adequado que tenhamos um modelo que possa ser seguido em sua totalidade ou em partes. Uma cidade que mantém um supermercado aberto vai gerar um entorno, uma aglomeração”, de acordo com o coordenador executivo do Centro de Contingência do Coronavírus em São Paulo, João Gabbardo.

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