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Mulheres protagonizam iniciativas que colaboram para o crescimento da Cultura

Artistas, pesquisadoras, gestoras, empreendedoras, musicistas, agentes culturais. No mês em que é celebrado o Dia Internacional da Mulher, o último dia 8, mulheres que têm destaque no campo cultural do estado do Rio avaliam o cenário atual e falam sobre suas experiências à frente de grandes equipamentos e projetos.

A secretária de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio, Danielle Barros, vê protagonismo mas observa obstáculos a ser vencidos.

–  As mulheres já vêm se inserindo no campo da cultura e da economia criativa há muitos anos, mas essa trajetória não é tão fácil. Como em outros setores da sociedade ainda há preconceitos e barreiras a serem superadas. Temos um grande protagonismo feminino no mundo das artes, o que é ótimo, mas embora o universo da produção cultural seja amplo, nem sempre há igualdade de oportunidades, principalmente nos postos de direção. O que nós preconizamos na Secretaria de Cultura do Estado é uma participação ativa das mulheres nas atividades culturais e com equidade – ressaltou Danielle Barros.

No ano passado a Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec) lançou o edital Cultura Presente Nas Redes, que teve 1.500 contemplados, dos quais 663 (44,2%) eram mulheres. A iniciativa foi para fomentar propostas culturais executadas e transmitidas via internet por artistas em todo território fluminense. A premiação foi de R$ 2,5 mil com recursos do Fundo Estadual de Cultura. Foram aceitas inscrições nas linguagens de música, literatura, artes visuais, audiovisual, dança, teatro, circo, moda, museus, cultura alimentar e expressões culturais populares.

–  Creio que esse dado mostra o enorme avanço alcançado pelas mulheres no mercado da Cultura e aponta para quase um equilíbrio entre proponentes homens e mulheres. Numa outra oportunidade esse percentual pode se inverter, com uma maior presença feminina. A força da mulher está presente gerando emprego, renda, melhorando a autoestima das pessoas e contribuindo com a sua sensibilidade para as atividades criativas fluminenses. Vamos procurar estimular sempre a participação feminina porque apostamos nessa harmonia – disse a secretária Danielle Barros.

Uma das contempladas no edital Cultura Presente Nas Redes é a produtora de moda Hilka Bueno, de 24 anos, moradora de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. Ela produziu uma série de quatro vídeos falando sobre a produção de moda na Baixada, abordando o mercado da moda por um olhar periférico, o crescimento consciente diante de um cenário pós-pandemia, encerrando com uma oficina de bolsa artesanal.

– A atuação feminina no cenário da moda e no setor cultural como um todo é fundamental para inspirar e dar referências a outras mulheres. A gente se enxergar nesse lugar é muito importante. Ainda assim, sofremos uma opressão velada, isso é bem frequente, por isso é importante nos unirmos para nos fortalecer cada vez mais. Criar essas redes de apoio dentro das produções é fundamental. Somos competentes e em algum momento seremos referência porque nosso  trabalho é nossa vida, é o que nos move – enfatizou Hilka.   

Outro destaque no cenário cultural do estado do Rio é a presidente do Theatro Municipal, Clara Paulino. A historiadora está há cerca de dois meses no comando da tradicional instituição.

– Tenho muito orgulho de estar à frente do Theatro Municipal, pois além de saber toda a importância da intuição para cultura e memória locais e do país, ser funcionária de uma Fundação vinculada à Secretaria de Cultura me permite atuar em prol da área em todo o Estado, democratizando o acesso das pessoas as artes e ao conhecimento – disse.  

Clara Paulino falou sobre a presença feminina nas artes e no entretenimento.

– As mulheres estão cada vez mais conquistando seu espaço e na área da cultura tal fato não é diferente. Creio que devemos sempre reafirmar que todos somos capazes de exercer aquilo que acreditamos independente de gênero, raça ou credo. Desejo servir de exemplo a outras mulheres e pessoas quem almejam trabalhar com o que amam – destacou a historiadora. 

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