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Mulher é estuprada em Bangu, tem dificuldade em fazer exame de corpo de delito e não é levada por policiais para registrar caso

Uma mulher foi estuprada no sábado (20) em Bangu, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, e contou que policiais militares não quiseram leva-la até a delegacia. No Instituto Médico-Legal (IML), a primeira orientação que recebeu foi voltar dois dias depois para fazer o exame de corpo de delito.

A vítima contou que estava saindo para o trabalho pela manhã e estava passando diante de um terreno baldio. O criminoso lhe exigiu o telefone celular e depois a estuprou.

Ela sabia que havia uma viatura da Polícia Militar na região e foi tentar atendimento com os agentes. A mulher contou como foi abordada pelo estuprador e a reação dos policiais quando foi buscar ajuda.

“Ele [estuprador] mandava eu calar a boca. Que não era para gritar, que se alguém aparecesse ali, ele ia me dar um tiro. E eu cheguei na viatura gritando. Primeiro, os policiais acharam que eu era uma louca. Não deram muita bola. Mas eu falei: ‘moço, me tira daqui, me leva para casa, por favor, me tira daqui’. E ele falou: ‘O que aconteceu, ô garota?’”, disse a vítima.

Vítima contou que estava saindo para o trabalho pela manhã e estava passando diante de um terreno baldio em Bangu. O criminoso pediu o telefone celular e depois a estuprou — Foto: Reprodução/ TV Globo

Vítima contou que estava saindo para o trabalho pela manhã e estava passando diante de um terreno baldio em Bangu. O criminoso pediu o telefone celular e depois a estuprou.

Os policiais a levaram para casa, mas não a encaminharam à delegacia. Chegando em casa, a vítima falou com a família o que tinha ocorrido e parentes a levaram ao hospital, onde recebeu os primeiros atendimentos.

Depois disso, ela conseguiu fazer o registro do caso na 34ªDP (Bangu). Aí, ela foi encaminhada ao IML de Campo Grande, também na Zona Oeste. E, novamente, ela teve um protocolo de atendimento diferente do habitual.

“Ele nem olhou o que era. O porquê do corpo de delito. Ele nem olhou para mim. E disse que era para voltar lá na segunda, a partir das nove da manhã. Que eu seria atendida. O pior de tudo, é ter que estar relatando tudo, a todo momento. E policiais me olhando como se eu fosse culpada. Eu saí de casa cedo para trabalhar e pessoas achando que eu estou louca”, disse a vítima.

O atendimento no Instituto Médico-Legal aconteceu 14 horas após o crime. Ela foi examinada por um médico que explicou que os policiais deveriam tê-la levado tanto ao hospital quanto ao IML.

A Polícia Civil afirmou que a 34ª DP investiga o caso e que vai abrir um procedimento interno de investigação para apurar a denúncia.

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