MPRJ denuncia torcedor do Flamengo que assediou repórter por ato libidinoso

O Ministério Público do Rio (MPRJ) manifestou à Justiça uma denúncia por ato libidinoso contra o torcedor do Flamengo identificado como Marcelo Benevides, responsável por assediar a repórter Jéssica Dias, da ESPN, antes da partida pela semifinal da Libertadores que aconteceu no Maracanã no último dia 7 de setembro.

“O denunciado satisfez a sua lascívia, acariciando e beijando a vítima contra a sua vontade mais de uma vez, na frente de um estádio de futebol, na presença de várias pessoas, inclusive de seus colegas de trabalho. Posteriormente, reiterou a conduta em uma transmissão ao vivo para uma rede de televisão – o que por óbvio implicou em maior exposição da ofendida”, informou a promotora Glícia Pessanha Carvalho Viana.

“Com tal conduta, além de causar repulsa, o acusado praticou grave violência moral contra a vítima, que se viu exposta, humilhada e absolutamente invadida em sua privacidade aos olhos do público”, continuou.

Marcelo Benevides, que foi ao estádio com o filho, chegou a ser preso em flagrante, mas recebeu alvará de soltura pela Justiça dois dias após o jogo. Na decisão, o Tribunal de Justiça do Rio impôs algumas proibições para Marcelo como sair do estado sem autorização judicial e ter contato com vítima e testemunhas, exceto parentes. Além disso, ele também ficará impedido de comparecer em “espetáculos esportivos com participação do Clube de Regatas do Flamengo enquanto perdurar o processo”.

Jéssica Dias, repórter que foi vítima do assédio de Marcelo Benevides, usou o próprio perfil oficial no Instagram para se manifestar sobre o episódio. No relato, a jornalista fez questão de destacar que a agressão por parte do torcedor flamenguista foi além de “só um beijinho no rosto” e que não se restringiu ao que aconteceu na frente das câmaras.

O Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro mandou expedir, na tarde desta quinta-feira (08), o alvará de soltura de Marcelo Benevides Silva, torcedor rubro-negro que assediou a repórter Jéssica Dias, da ESPN, antes da partida entre Flamengo e Vélez Sarsfield, pela semifinal da Libertadores. Com isso, ele responderá em liberdade pelo crime de importunação sexual.

Na mesma decisão, o Tribunal de Justiça do Rio impôs algumas proibições para Marcelo como sair do estado sem autorização judicial e ter contato com vítima e testemunhas, exceto parentes. Além disso, ele também ficará impedido de comparecer em “espetáculos esportivos com participação do Clube de Regatas do Flamengo enquanto perdurar o processo”.

Marcelo Benevides, que tinha ido ao estádio com o filho, foi preso em flagrante e teve a reclusão convertida para preventiva ainda na noite de quarta-feira (07). Por conta disso, já no fim da manhã desta quinta, ele foi transferido para a Cadeia Pública José Frederico Marques, em Benfica, na Zona Norte do Rio.

‘Não foi só um beijinho no rosto’, garante repórter vítima de assédio

Também na manhã desta quinta, Jéssica Dias, repórter que foi vítima do assédio de Marcelo Benevides, usou o próprio perfil oficial no Instagram para se manifestar sobre o episódio. No relato, a jornalista fez questão de destacar que a agressão por parte do torcedor flamenguista foi além de “só um beijinho no rosto” e que não se restringiu ao que aconteceu na frente das câmaras.

“Não. Não foi. Antes tiveram muitos xingamento e importunação porque o ao vivo demorava. Pedi calma e para que não ficasse xingando, não precisava. Vieram os ‘pedidos de desculpa’ com alisamentos nos ombros e um beijo no local. Eu estava prestes a ser chamada para o link e mantive a posição, existe uma logística que exige concentração. Outra tentativa de beijo no ombro. Me esquivei e meu câmera o chamou a atenção dele. O último ato foi o beijo no rosto”, relembrou Jéssica.

Na sequência, a contratada da ESPN destacou que o assédio não é menos grave pelo beijo não ter sido na boca e sim no rosto. “Eu sofri importunação sexual enquanto trabalhava e isso é crime. Eu não queria beijo, não queria carinho, não queria passar três horas em uma delegacia. Eu só queria trabalhar”, ressaltou. “O ser humano que fez isso estava com um filho menor de idade que se desculpou pelo pai. O menino não tem culpa, não punam a família dele”, completou.

Para finalizar o texto, Jéssica agradeceu todo o apoio que recebeu diante deste episódio, em especial aos cinegrafistas André e Bandeira, que a auxiliaram, imobilizaram o homem e chamaram a polícia para levá-lo à delegacia no próprio estádio do Maracanã. “Dois homens de caráter, que foram atrás do cara e ficaram comigo durante todo tempo. Sábado eu me caso e no altar vou beijar o homem que eu permiti que o fizesse. Ficarei uns dias longe daqui e dos canais. Obrigada a todos”, concluiu.

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