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MPF pede relatório final sobre queda de avião de Marília Mendonça para adotar novas medidas

O Ministério Público Federal (MPF) instaurou um procedimento administrativo para acompanhar as apurações do caso da queda da aeronave que resultou na morte da cantora Marília Mendonça e mais quatro pessoas. O órgão também pediu para ser acionado se constatado algum indício de risco à segurança do tráfego aéreo. A informação foi dada pela Folha de S. Paulo e confirmada pelo EXTRA.

Segundo o órgão, o procedimento, que não tem caráter de investigação cível nem criminal, foi estabelecido no dia seguinte à queda do bimotor PT-ONJ, King Air, em Caratinga, no interior de Minas Gerais. No bojo desse procedimento,o MPF enviou ofício ao 3º Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (SERIPA) requisitando o encaminhamento do relatório final do acidente. Somente em posse do documento o órgão vai analisar a necessidade de adoção de novas medidas cabíveis.

Também foi requisitado que, caso constatado algum elemento que confirme riscos à segurança do tráfego aéreo, tal fato seja comunicado imediatamente ao MPF antes mesmo da conclusão das investigações. O procedimento corre sob sigilo.

O avião teria colidido com um cabo de energia antes de cair. Logo após o choque, o bimotor perdeu o controle. Um pedaço de cabo foi encontrado enrolado à hélice de um dos dois motores do avião pela Polícia Civil de Caratinga (MG). O material foi recolhido para perícia, assim como os destroços.

Da decolagem ao impacto

A investigação sobre a morte da cantora remonta desde a saída do aeródromo de Goiânia até o “o momento do impacto’’, segundo disse o Brigadeiro do Ar Marcelo Moreno ao podcast da Força Aérea Brasileira (FAB). Como a aeronave não tinha caixa-preta, o GPS e os celulares recolhidos no local são alguns dos elementos fundamentais para o trabalho.

Em Goiânia, além do combustível usado no abastecimento do avião antes da decolagem foram recolhidos o plano de voo e a documentação encontrada no hangar de manutenção da aeronave da PEC Táxi Aéreo. Nesse caso, o objetivo era verificar sua homologação e legalidade.

Familiares e amigos de Marília Mendonça homenagearam a cantora com o culto na sexta-feira passada, uma semana após o acidente. A cerimônia ocorreu ao mesmo tempo que uma missa de sétimo dia para o produtor da artista, Henrique Bonfim Ribeiro. Ambas foram realizadas em Goiânia.

Filha de piloto vai processar a Cemig

A filha do piloto de avião Geraldo Martins de Medeiros Júnior, Vitória Medeiros, pretende processar a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) pelo acidente que levou a queda do bimotor .

Os advogados de Vitória pretendem argumentar que faltava a devida sinalização nas torres de energia na região do aeroporto em que a aeronave da cantora de sertanejo deveria ter pousado. A Cemig chegou a informar que o avião colidiu com um cabo de energia momentos antes de cair nas proximidades de um riacho.

— A Cemig diz que a torre estava a um quilômetro de distância da zona de proteção do aeroporto, que é de 4km. No entanto, como eles criaram um perigo ao colocar aquela estrutura, eles têm responsabilidade — explica o advogado Sérgio Alonso, especialista em Direito aeronaútico.

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