Mortes semanais por coronavírus dobram na Espanha

A contagem semanal de mortes por coronavírus dobrou nesta quarta-feira (19) na Espanha para 131, segundo o Ministério da Saúde. Os dados mostram como a região da capital, Madri, está se tornando novamente um importante foco da epidemia.

No balanço divulgado no dia anterior, os óbitos registrados nos últimos sete dias foram de 63. Os novos óbitos não correspondem necessariamente a ocorridos nas últimas 24 horas, mas podem ser de dias anteriores notificados com atraso.

Por outro lado, o total de infectados em relação à contagem anterior também aumentou em quase 6.700 pessoas, ultrapassando 370 mil.

A Espanha já é o país da Europa Ocidental com mais infecções e o crescimento de surtos é muito mais rápido do que em seus vizinhos.

Nas últimas duas semanas, o país registrou 130 novos casos por 100 mil habitantes contra 43 na França e 17 na Alemanha, segundo cálculos da AFP com base nos números de terça-feira.Equipe transporta paciente com suspeita de Covid-19 em ambulância na cidade de Bermeo, na Espanha, na terça-feira (18) — Foto: Reuters/Vincent West

Diante dessa evolução, o Ministério da Saúde decretou na sexta-feira novas medidas como o fechamento de discotecas e a proibição de fumar na rua caso não consiga manter uma distância de dois metros, entre outras, como uso obrigatório de máscara.

Essas restrições devem ser aplicadas por cada uma das 17 regiões do país, competentes em saúde pública. Em muitas, as medidas já estão em vigor, mas em Madri, a região com mais casos na última semana (quase 10.500), só começam à meia-noite de quarta-feira.

 

O governo regional é alvo de várias críticas, incluindo as dos sindicatos da educação que convocaram uma greve dos professores pela “inação” na preparação de uma volta às aulas que se anuncia conturbada.

Madri e arredores registram uma taxa de incidência de 268 casos novos por 100 mil habitantes em duas semanas, o dobro da média espanhola. A região da capital registrou 35 mortes na última semana, atrás apenas de Aragão (nordeste), com 56.

As autoridades de saúde atribuem o aumento, em parte, ao elevado número de testes PCR realizados, quase 400 mil entre os dias 7 e 13 de agosto.

Além disso, a maioria das infecções ocorre entre pessoas de 15 a 29 anos e muitas são assintomáticas ou têm sintomas muito leves.

Apesar do aumento nas mortes, a letalidade é menor: desde o fim do confinamento, em 21 de junho, 474 pessoas morreram com o vírus e desde o início da pandemia, 28.800 perderam a vida.

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