Moraes manda ao TSE provas que comprometem chapa Bolsonaro-Mourão

Alexandre de Moraes determina o bloqueio dos perfis de Daniel Silveira nas  redes | Poder360

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, autorizou o compartilhamento de provas dos inquéritos das fake news e dos atos antidemocráticos com as ações do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Na prática, o TSE, que apura a existência de redes de disparo em massa de fake news de modo ilegal durante as eleições de 2018, recebe novas evidências que sugerem o envolvimento de Jair Bolsonaro na promoção de atos contra o STF e o Congresso. As informações são do jornal Folha de São Paulo.

Segundo as denúncias encaminhadas ao TSE, o esquema posto em prática nas últimas eleições presidenciais teria sido ilegalmente financiado por empresários, por meio de recursos não declarados. A ação criminosa compreenderia, então, duas ilegalidades. A primeira delas é a captação de dinheiro de empresas para a campanha eleitoral, o que é proibido por lei. E a outra, a formação de caixa dois para disseminar notícias falsas em favor de Bolsonaro e contra seus adversários.

Com isso, o processo não só possibilitaria a cassação do atual presidente, mas também do vice da chapa, Hamilton Mourão (PRTB). O relator das ações no TSE é o corregedor-geral do tribunal, o ministro Luis Felipe Salomão.

Tensão entre Bolsonaro e STF

Segundo a coluna Painel, da Folha, Moraes não despachou no caso especificamente, mas autorizou o envio de provas das investigações mais sensíveis ao presidente. Na última sexta-feira (9), a Folha já havia noticiado que além de ter aberto novo inquérito sobre a suposta organização criminosa que atua contra as instituições, o ministro do STF juntou a apuração dos atos antidemocráticos (já arquivada) com a das fake news, resultando em um “superinquérito” cujos alvos são todos ao redor do presidente.

No STF, as investigações são interpretadas como uma garantia caso Bolsonaro insista em tensionar ainda mais a relação com os ministros do TSE e STF em decorrência da proximidade da eleição de 2022. Também na sexta-feira, após o presidente proferir ataques contra Luís Roberto Barroso, Moraes, que é o futuro presidente do TSE, usou seu Twitter para se posicionar. “Não serão admitidos atos contra a Democracia e o Estado de Direito, por configurar crime comum e de responsabilidade”, disse.

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