Moraes diz que TSE avalia proposta de fechar clube de tiros no dia das eleições

A 10 dias das eleições, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Alexandre de Moraes, afirmou nesta quinta-feira que a Corte “avalia” a proposta de fechamento de clubes de tiro no dia das eleições feita por delegados que integram o Conselho Nacional de Chefes de Polícia Civil.

Moraes e os representantes da Polícia Civil se reuniram na última terça-feira para debater a segurança durante as eleições, tema que tem gerado preocupação dentro da Corte.

De acordo com relatos feitos ao GLOBO, entre as propostas feitas a Moraes pelos delegados está a da restrição do funcionamento dos clubes de tiro durante todo o dia 2 de outubro.

Durante a sessão de julgamentos nesta quinta-feira, o presidente do TSE afirmou novamente que o Poder Judiciário e a Justiça Eleitoral estão preparados para garantir a segurança dos eleitores e garantir eleições tranquilas.

— O Poder Judiciário se preparou para isso, os nossos núcleos de inteligência estão preparados, então eu quero garantir que não só desses 10 dias que faltam para o primeiro turno, mas depois, que teremos eleições tranquilas, eleições seguras — disse Moraes.

Ainda segundo o presidente do TSE, a segurança dos eleitores foi tema de uma série de reuniões entre a Corte e a Procuradoria-Geral da República (PGR), as Polícias Militares, as Polícias Civis e a Polícia Federal.

— [Tivemos essas reuniões] justamente para garantir a segurança do eleitor, para que o eleitor não possa ser ameaçado, induzido, e qualquer ameaça ao eleitor, e qualquer ameaça à classe artística será investigada, e a justiça fará com que os responsáveis respondam por esses atos — afirmou.

As declarações do presidente do TSE a respeito da segurança foram motivadas por uma intervenção da ministra Cármen Lúcia, que afirmou vir recebendo relatos da classe artística a respeito de ameaças sofridas em razão de alinhamentos e posicionamentos políticos.

Sobre as ameaças, Moraes disse que “o desrespeito aos artistas é na verdade um desrespeito a um patrimônio cultural” e que as ameaças feitas por milícias digitais “não serão toleradas”.

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