Monarco é vacinado contra a Covid-19 no Sambódromo e canta sambas para celebrar

Mesmo sem Carnaval, o cantor e compositor Monarco, aos 87 anos, sambou e cantou sucessos após ser imunizado no Sambódromo, na manhã deste sábado, dia 13. O artista chegou às 7h30 e foi o primeiro idoso a ser vacinado no drive-thru em funcionamento no local. Pessoas com 85 anos ou mais estão sendo vacinados neste posto hoje.

Estou muito feliz e esperançoso. Quero subir ao palco, cantar para o meu povo, abraçar meus amigos, netos, filhos, minha querida Velha Guarda. Estava contando nos dedos os minutos. É muito importante que todos venham se vacinar e cumpram com seu dever. Paulinho (da Viola) me deu a primeira parte de uma música para eu terminar. Eu quero compor! “Deixe-me ir, preciso andar”, como dizia meu amigo Candeia.

A vacinação aconteceu no setor 11. Após receber a dose, Monarco entoou sambas clássicos como “Foi um rio que passou em minha vida”, “Coração em desalinho” e “De Paulo a Paulinho”. Ele também ergueu os braços e fez um pedido:

— Oh, Deus! Ilumine os cientistas para que salvem as vidas dos nossos irmãos.

O artista lembrou de amigos que perderam a guerra para a covid 19:

— Lembro de Aldir (Blanc), Ubirany (cantor e compositor do Fundo de Quintal), Gordinho do Surdo, enfim, muitos amigos que se foram. Peço que Deus ilumine todos eles. Vamos nos vacinar para acabar com isso.

Outra representante da Portela foi a primeira destaque da escola, Marsilia Lopes, de 85 anos. Ela chegou desfilando com a faixa escrito “Mãe dos destaques da Portela”. Após a pandemia, Marsilia já tem destino certo:

— Vou para a Portela. É muito importante essa vacinação. Tenho fé em Deus que já dei o primeiro passo.

Integrante da Velha Guarda do Império Serrano, Lizette José dos Prazeres, de 85 anos, disse que não vê a hora de a vacina chegar para toda a população:

— Estou cheia de esperança. Espero que tenha vacinação para todo mundo logo.

Iluminação especial do Sambódromo

Sem carros alegóricos, baterias e passistas, o palco do “Maior espetáculo da Terra”, que deveria receber os desfiles de escolas do Grupo A nesta sexta-feira e neste sábado. Sem folia, ganhou uma iluminação especial com as cores das escolas de samba do grupo especial do Carnaval do Rio, em homenagem às vítimas da Covid-19 no mundo do samba, nesta sexta. Em vez de passar a chave da cidade ao Rei Momo, o prefeito do Rio Eduardo Paes fez a entrega a duas profissionais de saúde da linha de frente na Marquês de Sapucaí.

Paes lamentou o cancelamento do Carnaval, mas destacou a importância do distanciamento para combater a pandemia na cidade:

— Meu apelo com dor no coração é para que a gente ajude esses profissionais aqui, e tenha amor ao próximo. Evitar aglomerações, não ir a festas, não ter blocos, curtir o Carnaval de uma maneira diferente.

O prefeito afirmou que em 2022 a cidade verá uma das maiores festas da sua história:

— Meu compromisso é que em 2022 vamos fazer o maior Carnaval da história do mundo. Vamos fazer uma celebração inesquecível para compensar esse ano.

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