Ministra da Saúde do Peru renuncia após denúncia de que Martín Vizcarra foi vacinado quando ainda era presidente

A ministra da Saúde do Peru, Pilar Mazzetti, renunciou na sexta-feira (12) em meio a polêmica após a denúncia de que o ex-presidente Martín Vizcarra foi vacinado contra a Covid-19 meses antes de começar a imunização no país, informou a televisão pública.

“A doutora Pilar Mazzetti renunciou ao cargo de ministra da Saúde após apresentar uma carta ao presidente Francisco Sagasti”, disse em seu site a TV Peru, a rede estatal de televisão, mas o governo manteve silêncio até o momento.

O sucessor de Mazzetti, que tomaria posse neste sábado segundo a mídia local, será o quinto ministro da Saúde desde que a pandemia surgiu no Peru há 11 meses. Deve assumir o cargo enquanto o país enfrenta os embates da segunda onda da pandemia, com um recorde de 14.333 pacientes com covid-19 em seus hospitais, segundo o balanço oficial.

Ministra Pilar Mazzetti renunciou após denúncia de que Martín Vizcarra — Foto: AFP/Luis Iparraguirre

Ministra Pilar Mazzetti renunciou após denúncia de que Martín Vizcarra — Foto: AFP/Luis Iparraguirre

A tempestade política que levou à renúncia de Mazzetti foi desencadeada na quinta-feira, quando um jornal de Lima publicou que Vizcarra foi vacinado contra a covid-19 em outubro, semanas antes de ser destituído pelo Congresso em um julgamento político relâmpago.

A vacinação no país começou apenas nesta terça-feira e está direcionada por enquanto aos profissionais da saúde.

Mazzetti declarou ao Congresso na quinta-feira que não tinha “nenhum conhecimento” do caso do ex-presidente. “Não me foi informado que o senhor Martín Vizcarra recebeu a vacina, ele, sua esposa e outro familiar”, afirmou.

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