Militares denunciam não cumprimento de protocolos contra a Covid-19 pela Marinha

Militares da Marinha do Brasil (MB), obrigados a voltar ao expediente há duas semanas no Centro de Instrução Almirante Alexandrino (CIAA), na Penha, no Rio, em meio a pandemia do novo coronavírus, denunciam as condições a que estão sendo submetidos no local.

Em uma espécie de carta de reclamações, os militares afirmam que todos os dias mais de cinco mil praças e oficiais ficam sujeitos a contaminação do novo coronavírus no CIAA. Ainda segundo a denúncia, já existem diversos casos suspeitos da doença, além de uma confirmação de infecção de Covid-19.

Os militares ainda questionaram os protocolos adotados pela Marinha do Brasil, que, ainda segundo a denúncia, diz seguir da forma mais rigorosa os procedimentos, contudo, mantém dois mil alunos ensaiando para formatura em um campo de aproximadamente 105m x 65m, o que impossibilita qualquer tipo de distanciamento entre eles.Trabalhadores estão com medo de ampla contaminação

“Estão realizando formatura do período de 06h20 da manhã até às 11h00, com mais de 2 mil alunos no campo. Espaço este que tem dimensões aproximada de um campo de futebol, sendo assim inviável o cumprimento do distanciamento”, diz um dos denunciantes.

A formatura em questão, que deve provocar mais uma aglomeração, vai acontecer no dia 10 de setembro. O presidente Jair Messias Bolsonaro e o Ministro da Defesa Fernando Azevedo e Silva são esperados no evento.

Em outro ponto da denúncia, os militares afirmam que estão sendo proibidos de andar com qualquer tipo de aparelho móvel para que não possam ter a possibilidade de registrar o que eles chamam de ‘abusos’ por parte da Marinha.

A Marinha do Brasil foi contactada para explicar a situação de momento no Centro de Instruções, mas não respondeu aos questionamentos até o fechamento desta matéria. Caso haja resposta, o link será atualziado.

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