Miliciano Toni Ângelo volta ao Rio após quase oito anos em presídios federais fora do estado

Toni Ângelo está de volta ao Rio

O miliciano Toni Ângelo Souza de Aguiar, que estava preso na penitenciária federal de Mossoró, no Rio Grande do Rio, retornou ao Rio no dia 25 de março. O ex-policial militar está em isolamento no presídio Laércio da Costa Pellegrini, conhecido como Bangu 1, no Complexo de Gericinó, Zona Oeste do Rio. Toni estava fora do estado desde agosto de 2008, quando foi transferido para a unidade federal de Catanduvas, no Paraná.

A Justiça do Rio havia determinado o retorno do miliciano ao estado em junho do ano passado, após um pedido de sua advogada, Kenya Vanessa Lima Araújo de Jesus. No entanto, o Ministério Público estadual do Rio recorreu ao Superior Tribunal de Justiça e conseguiu suspender a transferência até que o recurso fosse julgado. Em janeiro, o ministro Jorge Mussi entendeuu que o efeito suspensivo não deveria ser mantido, possibilitando que a decisão fosse cumprida. O STJ, no entanto, ainda não apreciou o mérito do recurso do MP, que é contra a permanência do ex-PM no sistema prisional do Rio.

Os presos que são transferidos para presídios federais fora do estado passam por um rodízio entre as unidades. Toni passou por pelo menos duas, a de Mossoró, no Rio Grande do Norte, e Catanduvas, no Paraná. O miliciano foi levado para fora do Rio cerca de dez dias após ter sido preso, em julho de 2013. O ex-PM foi capturado após ter sido baleado em uma briga dentro de um bar em Campo Grande, na Zona Oeste do Rio, região apontada como o reduto do criminoso.

Ao ser preso, Toni era acusado de ser um dos principais chefes da maior milícia do Rio. Hoje, o grupo é comandado por Wellington da Silva Braga, conhecido como Ecko, que assumiu o posto após a morte do irmão, Carlos Alexandre Braga, o Carlinhos Três Pontes.

De acordo com informações de fontes da Polícia Civil, Toni era antigo aliado de Três Pontes. No entanto, após a morte de Carlinhos, houve desavenças entre Ecko e Thiago Souza de Aguiar, irmão de Toni. Thiago foi assassinado em agosto de 2020, três meses após ter saído da cadeia.

Na decisão determinando o retorno de Toni ao Rio, os desembargadores da 5ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio consideraram que não houve comprovação de fatos atuais que demonstrassem a necessidade de manter o miliciano fora do estado, como inquéritos que apontem a permanência de sua atuação no maior grupo paramilitar do Rio.

Em nota, a secretaria de Administração Penitenciária do Rio informou que Toni deu entrada no sistema prisional e está cumprindo o período de isolamento em Bangu 1, como todos os presos que retornam de outros estados.

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