Mesmo com Ganso, time sub-23 do Fluminense mostra fragilidade e vira presa fácil

Em tarde para esquecer no Maracanã, o Fluminense perdeu para a Portuguesa por 3 a 0 e chegou à segunda derrota em dois jogos no Campeonato Carioca, terminando a rodada na lanterna da competição. Apesar do resultado na estreia também ter sido negativo, a atuação da equipe tricolor na ocasião, havia sido promissora. Neste domingo, porém, foi bem diferente e nada animadora.

Fluminense 0 x 3 Portuguesa no Maracanã — Foto: André Durão

Para este jogo, o técnico Aílton precisou fazer mudanças na escalação inicial do time. Perdeu a dupla de zaga, Luan Freitas (fratura no quinto metatarso do pé esquerdo) e Frazan (lesão muscular), e precisou acionar Higor e o recém-contratado Rafael RibeiroO treinador também perdeu Miguel para o meio de campo, por lesão na coxa. Em compensação, voltou a contar com Paulo Henrique Ganso, recuperado de uma cirurgia para retirada do apêndice.

Mesmo se atuar há 81 dias – a última vez havia sido em 16 de dezembro, na derrota por 2 a 1 para o Atlético-GO, o experiente camisa 10 ainda foi o melhor da equipe neste domingo. Veterano em meio à molecada, distribuiu bons passes e deixou Samuel na cara do gol, mas o atacante perdeu embaixo da trave. Além do modo garçom, o meia arriscou bons chutes e, por pouco, não fez um gol de placa, no último lance do primeiro tempo. Faltou, porém, um pouco mais de movimentação e intensidade para o setor.

– Sem dúvida que o Ganso é um craque. Mostrou hoje. Toque muito refinado. Não quis sair, falou que queria ir até o fim, mesmo perdendo o jogo por 3 a 0 – disse Aílton na coletiva após a partida.

Ganso quase faz golaço em Fluminense x Portuguesa — Foto: André Durão

Apesar do reforço da experiência de Ganso, o Fluminense mostrou fragilidades. E muitas. A começar pela linha da defesa: o estreante do dia, Rafael Ribeiro, foi muito mal. Com dificuldades na marcação e na saída de bola, falhou no segundo gol ao não acompanhar a subida de Emerson Carioca e deu passe na fogueira no lance que originou o terceiro. Seu companheiro Higor foi superior, mas também ficou devendo, assim como os laterais Raí e Daniel Lima.

No meio de campo, Caio Vinícius, que voltou de empréstimo nesta temporada, também esteve em dia ruim. Afobado na marcação, faz faltas grosseiras e também demonstra dificuldade nas transições, ficando abaixo do companheiro André na função.

Para fechar, a dupla de ataque John Kennedy e Samuel ainda não engrenou. Apesar dos dois já terem feito bons jogos, inclusive gols em partidas do Campeonato Brasileiro na reta final da temporada passada, pouquíssimo produziram neste domingo e não aproveitaram as melhores chances que tiveram.

fluminense, samuel, carioca, portuguesa — Foto: André Durão

Ainda é cedo para bater o martelo, mas a equipe sub-23, salvo Gabriel Teixeira, que ganhou a vaga com o afastamento de Marcos Paulo e aproveitou bem, ainda não decolou no Carioca. A grande esperança de dar mais talento ao time reside na garotada oriunda do Sub-17: Metinho, Matheus Martins, Kayky e companhia. No entanto, devido à pouca idade, é compreensível que: 1) não sejam todos titulares de uma vez; 2) que ainda oscilem neste início de profissional e 3) que sintam fisicamente as partidas.

– Acho que esse começo tem sido bem claro que precisamos tomar alguns cuidados. São jovens, a força é diferente de um time profissional, experiente. Mas acho que temos que continuar no caminho. Passando tranquilidade para esses meninos e, ao mesmo tempo, eles vendo a cobrança que é, que não é fácil. É muito bom vivenciar isso quando jovem, porque são talentosos e que precisamos tranquilizá-los para renderem o melhor que sabem. Não podemos culpar os jovens – disse Aílton também em coletiva após o jogo.

Em busca da primeira vitória na Taça Guanabara, o Fluminense volta a campo no próximo domingo, para enfrentar o Flamengo, às 18h (de Brasília), no Maracanã.

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