Menos de 10% da população da América Latina e Caribe foram imunizados

Um estudo publicado nesta semana pela Rede Urbana de Saúde para a América Latina e o Caribe mostra que países dessas regiões são os mais atingidos pela pandemia. Eis a íntegra, em inglês (3MB).

O relatório aponta que durante o mês de maio de 2021 as taxas de mortalidade em muitos países da América Latina estavam entre as mais altas do mundo e foram significativamente maiores (por exemplo, Uruguai, Paraguai e Argentina relataram, respectivamente, 361, 280 e 230 mortes por milhão de habitantes) do que as observadas em outros países do mundo (como os Estados Unidos, Reino Unido e Índia, que relataram 40, 3 e 66 mortes por milhão de habitantes, respectivamente).

De acordo com o estudo, em 1º de junho de 2021, a taxa de mortalidade cumulativa era a 2ª maior de todas as regiões, superada apenas pelos Estados Unidos e Canadá, mas com a diferença de que a América Latina e o Caribe têm uma população muito mais jovem.

Ainda segundo o relatório, “as taxas de vacinação na região continuam baixas. Com exceção do Chile, a porcentagem da população completamente vacinada permanece abaixo de 10% e é ainda inferior a 5% em muitos países”. Porém, mesmo no Chile, país que se destaca pelo avanço na vacinação, já que teria 54% de sua população imunizada, “o acesso à vacinação é mediado por condições sociais e econômicas, o que amplia as desigualdades em saúde”.

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