“Melhor em Casa” de Mesquita já teve mais de 7 mil atendimentos de saúde em residências neste ano

O município de Mesquita registrou média de 657 atendimentos do “Melhor em Casa” mensais neste ano. O número é referente aos onze primeiros meses de 2019. E, segundo a coordenadora do programa, Luana Araújo, essa conta é ainda mais alta quando se consideram as visitas domiciliares realizadas pelas equipes das Clínicas da Família do município, que atendem pacientes de baixa complexidade e não fazem parte do programa.

O ‘Melhor em Casa’ contempla pacientes de média e alta complexidade. Antes, dávamos suporte a muitos de baixa complexidade que, agora, conseguem ter a demanda suprida pelo novo modelo de atenção básica implantado na cidade. Isso permitiu que nós intensificássemos, ainda mais, os serviços prestados aos pacientes que mais precisam. E, consequentemente, fomos capazes de melhorar a qualidade desses atendimentos”, avalia a fisioterapeuta.

O segurança Luiz Bastos, de 57 anos, garante: sem o “Melhor em Casa”, teria uma rotina mais complicada. É que a mãe dele, dona Edna Bastos, de 90 anos, não anda há cerca de três anos. Além disso, tem artrose generalizada, miocardiopatia hipertrófica e insuficiência arterial. “Ficou sem andar desde que teve uma necrose no pé. Começou com um corte. Já há algum tempo recebemos essas visitas e isso faz com que eu precise tirar menos ela de casa”, explica ele. Nas visitas, dona Edna tem sua pressão verificada e, se há necessidade, é colhido material para exames laboratoriais. “Eles costumam vir de três em três meses. Hoje, receitaram um remédio para o pulmão e outro para artrose. Também me deram o pedido de um raio-X do pulmão”, conta ele.

O “Melhor em Casa” trabalha com uma equipe multidisciplinar. Isso garante aos mesquitenses o atendimento com clínico geral, enfermeiro, odontólogo, assistente social, psicólogo, fonoaudiólogo, fisioterapeuta e nutricionista. Os principais objetivos são reduzir a necessidade de atendimento hospitalar, o período de permanência de pacientes internados em unidades de saúde e, com isso, diminuir também os riscos de infecções hospitalares.

Clinicamente, quando é possível, esse acompanhamento em casa favorece demais a recuperação do paciente. Além disso, há outra questão: próximo à família, ele é estimulado. E não fica triste, o que poderia acontecer em um leito de hospital, por exemplo”, analisa Luana.

As visitas acontecem todos os dias, de segunda a sexta-feira, com médico disponível quatro vezes por semana para a atividade. De acordo com Luana Araújo, cada paciente fica, em média, de quatro a cinco meses sendo atendido pelo programa. A ideia é que, assim que ele consiga se locomover sem grandes dificuldades, volte a receber a assistência dos profissionais das unidades de saúde da cidade.

Não é interessante acostumar alguém que já pode ir a uma clínica da família ou unidade básica a ser atendido só em casa. O programa existe para quem realmente tem ou está com limitações motoras”, alerta a coordenadora. O encaminhamento ao “Melhor em Casa” é feito pelas unidades de saúde municipais, mediante avaliação de elegibilidade, ou por hospitais, pós-desospitalização. Há ainda os pacientes que chegam por demanda espontânea.

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