Medidas de restrição são adotadas em todo o país para frear contaminação

 (crédito: Pixabay/Reprodução)

No momento mais crítico da covid-19 no Brasil, governos estaduais e o DF adotam medidas sanitárias mais rígidas. O objetivo é frear as infecções, diminuir aglomerações e aumentar o isolamento social para reduzir as taxas de transmissão da doença.

De acordo com pesquisa feita pela universidade britânica Imperial College, a taxa de transmissão do vírus no Brasil está em 1,12. Isso significa que cada 110 pessoas contaminam 112. Confira as situações epidemiológicas de cada região do país que levaram à adoção de medidas de restrição.

Região Norte

O Governo do Amazonas adota um Plano de Contingência de combate à infecção pela covid-19. Atualmente, encontra-se na Fase 2 (Laranja). Fica restrita a circulação de pessoas em espaços e vias públicas das 21h às 6h. O comércio circula com restrições de horário. Conforme o Boletim Epidemiológico do Amazonas, em 1º de março (início do período de intensificação das medidas sanitárias nos estados brasileiros), a capital Manaus registrava 316.668 casos da doença, com mais de 10 mil mortes confirmadas.

O relatório de 30 de abril contabiliza 346.320 casos confirmados e quase 12 mil óbitos provocados pelo vírus. O índice de letalidade da doença no estado é de 3,46%. Na região onde predomina a circulação da nova variante da covid-19 (P1), mais de 541 mil amazonenses foram imunizados até o momento.

Região Nordeste

Até agora, lideram o ranking de casos de infecção de covid-19 entre os estados nordestinos Bahia (795.505), Ceará (529.670) e Pernambuco (344.567). Capitais, regiões metropolitanas e municípios adotaram toque de recolher, limitação de horários no funcionamento do comércio e restrição de circulação em praias.

Nesta terça-feira (30/3), o Governo da Bahia anunciou a aplicação de medidas mais duras em 22 municípios. A taxa de letalidade da doença no estado passou de 1,74% em 1º março para 1,9% no dia 30 do mesmo mês. As informações foram obtidas por meio do Boletim Epidemiológico da Secretaria de Saúde da Bahia.

No Ceará, o índice de mortalidade acumulada de 2020 e 2021, até 25 março, é de 144,7. Ou seja, a cada 100 mil habitantes, morrem mais de 144 pessoas, conforme relatório epidemiológico cearense. Pernambuco fecha o mês de março com mais de 12 mil vítimas.

Região Centro-Oeste

Após três semanas de restrições no comércio e toque de recolher das 22h às 5h, o Governo do Distrito Federal aliviou o lockdown nesta segunda-feira (29/3). Mesmo com horários diferentes, a capital reabriu algumas atividades do comércio. Após essas medidas, o DF encerra março com letalidade em 1,8%. Já a taxa de mortalidade mostra que a cada 100 mil pessoas, morrem 177. Em 8 de março – início da intensificação das medidas restritivas -, a taxa de casos letais estava em 1,7% e a de mortalidade era 148 mortes por 100 mil habitantes. Os dados são da Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Saúde do DF.

Sudeste

Em São Paulo e no Rio de Janeiro, os feriados da Paixão de Cristo, Corpus Christi de 2021 e 2022, Consciência Negra de 2021 e o aniversário de SP, de 25 de janeiro de 2022, foram antecipados. De sexta-feira (26/3) até 4 de abril, o comércio funciona com horários diferenciados, restrições a festas e vendas de bebidas alcoólicas.

A ideia é diminuir aglomerações e desafogar a ocupação dos leitos de UTI, acima de 90%. A letalidade da covid-19 nas regiões paulistas é de 3%, totalizando mais de 70 mil mortes até o fim de março. São Paulo adota a fase emergencial, medida de algumas atividades com restrições completas.

No Rio, a taxa de letalidade até o momento é de 7%, totalizando mais de 35 mil mortes, de acordo com boletim de saúde do estado.

Sul

No Rio Grande do Sul, a capital Porto Alegre está em bandeira preta. Isso indica risco altíssimo de contaminação. Porém, o sistema de cogestão do estado permite a flexibilização no funcionamento do comércio em alguns municípios.

Foi o caso da prefeitura de Porto Alegre, que aliviou o funcionamento das atividades econômicas no fim de semana do dia 26 de março. No entanto, o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, contrariou as liberações e reforçou a necessidade de manter restrições.

Atualmente, a mortalidade na região é de 170,8 por 100 mil habitantes. Em números absolutos, a região acumula mais de 19 mil óbitos.

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