Média de gols sofridos pelo Fluminense no Brasileiro dobra após troca de Odair por Marcão

Nas contas do Fluminense, o empate por 3 a 3 com o Coritiba na última quarta-feira, no Couto Pereira, não foi de todo ruim. Isso porque, se vencer o Botafogo na próxima rodada, voltará a igualar a campanha do primeiro turno do Campeonato Brasileiro – no clube, acredita-se que repetir os 32 pontos no returno, totalizando 64, garante a sonhada vaga na Libertadores.

Marcos Felipe já sofreu três gols em chutes de fora da área nos últimos jogos — Foto: Carlos Pereyra / Fotoarena / Estadão Conteúdo

Marcos Felipe já sofreu três gols em chutes de fora da área nos últimos jogos — Foto: Carlos Pereyra / Fotoarena / Estadão Conteúdo

Porém, para um time que fez três gols em 90 minutos, a vitória esbarrou em uma grande fragilidade na marcação. A ponto de ser vazado três vezes nas únicas três oportunidades do Coritiba, que até então tinha o pior ataque do campeonato. Se antes, com Odair Hellmann, a defesa era o ponto forte, após a saída do treinador para o Mundo Árabe e a efetivação de Marcão a média de gols sofridos dobrou.

Nas 24 rodadas com Odair, o Flu teve sua rede estufada pelos adversários 26 vezes, o que dá uma média de 1,08 por jogo. Já nos sete jogos sob o comando de Marcão, a equipe foi vazada em 14 oportunidades, equivalente a dois gols por duelo.

Gols sofridos na “Era Marcão”

 
Saída errada: 2; Cruzamento baixo: 6; Chute de longe: 3; Contra-ataque: 2; Pênalti: 1; Chute de longe 3
 

O ge fez um raio-x dos gols sofridos desde a mudança da comissão técnica: a maioria saiu de jogadas construídas em cima do lado esquerdo da defesa tricolor, sete, enquanto só duas nasceram pela direita e cinco pelo meio. Metade dos gols também tiveram algo em comum: surgiram após cruzamentos na área, só que rasteiros ou a meia altura, sendo três após rebotes.

 

Na temporada, somando todas as competições, a média com Odair foi ainda menor: 0,92, menos de um gol sofrido por partida. O técnico chegou a ficar 18 jogos sem ser vazado, sendo oito no Carioca, cinco no Brasileiro, três na Copa do Brasil, um na Sul-Americana e um em amistoso.

O Fluminense também levou gols duas vezes em contra-ataques, três vezes em chutes de fora da área e duas vezes após passe errado na saída de bola. Por outro lado, o time não tem sofrido nas bolas paradas, como faltas e escanteios, e tomou apenas de pênalti. Nas bolas aéreas, a defesa tricolor vem conseguindo se sobressair.

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