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MBL processa governo federal e Ministério da Saúde por atraso na entregue de vacinas ao Rio

O MBL do Rio entrou com uma ação contra o governo federal e o Ministério da Saúde devido ao atraso da entrega de vacinas ao estado. Na semana passada, a capital fluminense e outras cidades do Rio tiveram que suspender a vacinação contra a Covid-19 por causa da falta dos imunizantes.

A autora da ação é a representante do MBL no Rio, Letícia Arsenio. No processo, ela cita a postura negacionista do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) em relação à pandemia e afirma que o estado não pode ser afetado pelo discurso do mandatário, que já defendeu a tese da “imunidade de rebanho”.

“É de conhecimento público que o Chefe do Executivo Federal é contra qualquer vacinação e se coloca a favor da denominada “imunidade de rebanho”, o que já restou comprovado não possuir qualquer chance de êxito. A política adotada pelo Presidente não deve ser aplicada à população do Rio de Janeiro, ainda mais não devem ser imposta àqueles que querem se imunizar com a vacina”, diz o documento.

Segundo a ação, o governo federal tem cerca de 9,5 milhões de doses paradas no centro de distribuição do Ministério da Saúde. Esses imunizantes são destinados ao Rio, mas ainda não foram entregues.

“Ao invés do Governo Federal se preocupar em vacinar o mais rápido possível toda a população brasileira, perde tempo e energia com postura negacionista, retóricas vazias e doses de vacinas paradas em seu centro de distribuição”, diz o documento.

Essa não é a primeira ação que o MBL move contra o governo federal e a pasta. O movimento também processou os dois por não ter repassado vacinas ao estado de São Paulo, cujo governador, João Doria (PSDB), é crítico de Bolsonaro.

O MBL também coloca em dúvida a imparcialidade do ministério e justifica dizendo que a pasta “parece estar atrasando todo o processo de imunização de Estados chefiados por adversários políticos do Presidente da República”.

“Há evidente desvio de finalidade na retenção de vacinas por parte do Governo Federal. O negacionismo e a birra política podem estar causando ainda mais danos ao cidadão fluminense”, completa o documento, que também afirma: “O que está ocorrendo é um descaso com todos os Estados, em especial com o Rio de Janeiro, em que a circulação da variante Delta (considerada mais contagiosa) é alta e agrava a já debilitada condição do sistema público de saúde”.

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