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MBL e Vem pra Rua tentam atrair centro e centro-esquerda para ato anti-Bolsonaro

Passados os atos pró-Bolsonaro desse Sete de Setembro, dois grupos outrora aliados do presidente se articulam para ir às ruas pedir o impeachment de Jair Bolsonaro e defender uma terceira via para a disputa presidencial de 2022. O Movimento Brasil Livre (MBL) e o Vem pra Rua convocaram protestos para o próximo domingo (12) na Avenida Paulista, em São Paulo. A ideia dos dois movimentos é atrair partidos de centro e centro-esquerda para os atos, em uma tentativa de superar as manifestações dessa terça-feira (7).

O MBL e o Vem pra Rua convidaram, entre outros, a senadora Simone Tebet (MDB-MS), o ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta,  o senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE) e o ex-candidato à Presidência pelo Novo João Amoedo. Todos eles são cotados para concorrer à sucessão de Bolsonaro na tentativa de se romper a polarização entre o atual presidente e o ex-presidente Lula (PT).

A avaliação de líderes desses movimentos é de que os discursos feitos por Bolsonaro na Paulista e em Brasília, no Dia da Independência, reforçarão os atos do dia 12 devido à reação de partidos como o PSDB, o MDB, o PV, o Solidariedade e o Cidadania, que passaram a defender de maneira mais aberta o impeachment do presidente, devido às ameaças feitas por ele ao Supremo Tribunal Federal. As falas do presidente repercutiram negativamente no mercado. O dólar abriu em alta e a Bolsa de Valores, em baixa, nesta quarta.

A articulação do MBL para o 12 de setembro começou há duas semanas em algumas cidades do Sudeste. Mas o principal objetivo é lotar a Paulista para dar uma resposta ao presidente. “Este é o grande objetivo da manifestação, especialmente depois dos atos de ontem. Na nossa leitura, a gente vê que o governo federal ficou enfraquecido por conta dos atos e partidos da base como PSDB, PSD, MDB e Solidariedade já sinalizam a favor do impeachment, o que demonstra a criação de um ambiente político para a pauta, o que é extremamente importante. Também é importante que a manifestação popular crie corpo”, defende o vereador paulistano Rubinho Nunes (PSL), uma das principais lideranças do Movimento Brasil Livre.

Outro líder do grupo, o deputado Kim Kataguiri (DEM-SP) acredita que os atos do Dia da Independência deixaram Bolsonaro “mais perto da cadeia”:

Os organizadores da manifestação do próximo dia 12 acreditam que terão a companhia de nomes ligados à esquerda, como o deputado federal Orlando Silva (PCdoB-SP), e o músico e militante Tico Santa Cruz. A expectativa é formar uma frente ampla. “Temos a expectativa de que o Tico Santa Cruz esteja conosco. Também estamos conversando com outras figuras do Parlamento”, afirmou Rubinho.

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