Maracanã70anos: Vovó Tricolor lembra final da Copa e desmaio na geral em jogo do Fluminense

Maria de Lourdes Silva, a Vovó Tricolor, é sem dúvida uma das figuras mais emblemáticas da história do Maracanã. Famosa pelo amor ao Fluminense e por carregar um galo no colo, ela, de 78 anos, sente falta de acompanhar o time no estádio, local de momentos marcantes que são lembrados até hoje.

A relação com o Maracanã vem praticamente desde a sua inauguração em 1950. Com apenas oito anos, ela esteve presente na história final da Copa do Mundo diante do Uruguai, quando o Brasil acabou derrotado por 2 a 1 diante de quase 200 mil pessoas.

– Foi uma tristeza total. O Maracanã ficou um silêncio, um silêncio total. Muita gente chorando. Eu, como sou brasileira, eu também chorei muito, muito mesmo. Foi uma derrota incrível.

Maria de Lourdes Silva, a "Vovó tricolor", famosa torcedora do Fluminense — Foto: Reprodução

Mas o estádio ainda traria muitas alegrias para Maria Lourdes. Ela viu grandes jogadores com a camisa do seu Fluminense, como Rivelino, Carlos Alberto Torres, Gerson, Washington… Mas quem sua grande paixão mesmo é Fred. Inclusive, ele chegou a dar nome a um dos galos da Vovó Tricolor.

– Levei uma vez ele (galo) ao Maracanã dentro da bolsa. Levei escondido. Quando o Fred fez um gol, eu falei: “Canta! Canta!” E ele cantou. O pessoal levantou espantado: “Ué, tem um galo aqui dentro?” “É, é o Fred”.

Ela também lembra com carinho da antiga geral e de um episódio Curioso. No último Fla-Flu antes de o espaço ser fechado, em 2025, ela desmaiou e acabou virando notícia no rádio.

– Desmaiei. Fui parar no médico, no Maracanã. E no rádio estava anunciando: “a vovó tricolor foi pro médico”. A minha filha estava em casa, escutou esse anúncio, pegou o carro e foi lá, mas eu já estava já pulando com a moçada me jogando paro alto. “Gol! Gol! Gol! Do Fluminense.”

Recuperando-se de um problema de saúde, ela sente falta do estádio.

– A mamãe teve uns problemas de saúde, a gente está cuidando e tudo. Mas eu acho que o remédio dela é o Fluminense, é o Maracanã. A energia que emana daquele lugar é o que vai fazer a minha mãe voltar a ser o que ela era – disse Rosângela, que logo em seguida ouviu a mãe dizer:

– Quando acabar essa pandemia, o primeiro jogo do Fluminense eu quero assistir. Eu quero assistir.

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