Mansão de mulher apontada como herdeira do tráfico e alvo de operação da polícia tem até elevador

O elevador na mansão onde, segundo a polícia, Carla vivia

O luxo da mansão na qual vive Carla Oliveira de Melo, alvo da Operação Rainha de Copas, realizada pela Polícia Civil do Rio, nesta quarta-feira, chama a atenção: o imóvel, em Santa Catarina, tem decoração suntuosa e conta até mesmo com um elevador. A mulher é apontada pelos investigadores como a responsável por gerenciar o espólio do traficante Leonardo Barbosa da Silva, o Léo do Aço, executado em 2019 na porta de um motel em Bangu, na Zona Oeste do município do Rio.

A mansão é apenas um dos luxos que a mulher e outros alvos da ação — Hanna de Oliveira e o ex-PM do Batalhão de Operações Especiais (Bope) e ex-marido de Carla Silvestre André da Silva Felizardo — usufruiam. Em redes sociais, eles postavem fotos com lanchas, motoaquáticas, carros conversíveis e em motocicletas Harley Davidson — a marca tem modelo que custa mais de R$ 140 mil.

De acordo com a investigação do Departamento Geral de Combate à Corrupção, ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro (DGCOR), a quadrilha lava dinheiro da prinicipal facção do tráfico de drogas do Estado do Rio abrindo empresas. Há uma estimativa que eles tenham movimentado R$ 15 milhões nos últimos três anos. Nenhum dos suspeitos tem renda para sustentar o padrão de vida atual, afirmam os investigadores.

A apuração sobre o grupo criminoso indica ainda que eles usavam o dinheiro do tráfico de drogas para comprar imóveis de alto padrão, veículos e lanchas. Os agentes cumpriram, nesta quarta, nove mandados de busca e apreensão no Rio e em Florianópolis. Além da mansão em Jurerê, os policiais estiveram ainda em dois endereços de Carla em Santa Catarina.

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