Manifestações pró-golpe de 1964 fracassam em Brasília

Youtubers apoiadores do presidente Jair Bolsonaro pediram que todos os patriotas estivessem em Brasília nesta semana. Vídeos de ônibus com bolsonaristas se dirigindo à capital tinham alguns milhares de visualizações. Pessoas estariam vindo aos montes ao centro federal do poder para pedir intervenção militar com o presidente no poder, fechamento do Supremo Tribunal Federal (STF) e outros atos antidemocráticos.

Então, nesta quarta-feira (31), dia em que o golpe militar completa 57 anos, o grupo de bolsonaristas na Esplanada dos Ministério não reuniu mais de cem pessoas, acompanhadas de dois trios elétricos.

Congresso em Foco esteve em diversos pontos da capital federal nesta quarta para acompanhar as manifestações de apoio ao golpe militar de 1964 e em defesa do presidente Jair Bolsonaro. Não encontrou nenhum ajuntamento representativo de pessoas.Leia mais

A Praça dos Três Poderes não estava bloqueada, mas também não havia um único apoiador do presidente, seja em frente ao Palácio do Planalto (onde normalmente se concentram), seja em frente ao Supremo Tribunal Federal (STF), onde um único segurança acompanhava o perímetro.

Outro ponto sem nenhuma manifestação foi o Quartel General do Exército, a oito quilômetros do Planalto. Lá, na grandiosa praça em frente ao Comando Militar do Planalto, não havia uma única placa ou manifestante. Foi ali, a poucos metros das residências destinadas aos generais das forças armadas que, em abril do ano passado, Bolsonaro discursou no alto de um carro. “Acabou a época da patifaria”, disse à época. “Não queremos negociar nada!”

No único ponto onde os bolsonaristas se concentraram na capital, menos de 100 pessoas acompanhavam discursos de influenciadores da esfera do presidente. Mesmo as frases dos dois trios elétricos, lado a lado, eram incoerentes. Um estendia a faixa com os dizeres “Democracia sim, ditadura não!” e “Tratamento Precoce Já!” e permanecia quieto; a outra, com um grande cartaz “Fora Doria”, em menção ao governador de São Paulo, concentrava as atenções. No chão, uma faixa dizia “Intervenção Militar Já!”

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