Magé segue vacinando bois e búfalos contra a febre aftosa

Imunização é obrigatória porque a doença ainda não está erradicada

A Prefeitura de Magé, através da Secretaria Municipal de Agricultura Sustentável, segue realizando a vacinação gratuita de bois e búfalos em propriedades com até 50 animais cada desde o início de maio, como parte da 1ª fase da campanha anual obrigatória de imunização contra a febre aftosa. O serviço está sendo realizado até mesmo aos sábados com equipes de vacinadores contratadas pelo governo municipal especialmente para isso, nos seis distritos da cidade.

O lançamento da campanha aconteceu, no último dia 8, simbolicamente na Fazenda Dellatorre, na Cachoeirinha, distrito rural do Rio do Ouro, quando o prefeito Renato Cozzolino até ajudou a aplicar uma dose em um dos animais da propriedade. A vacinação foi prorrogada pela Secretaria Estadual de Agricultura, Pecuária, Pesca e Abastecimento até o dia 15 de junho.

Segundo o secretário municipal de Agricultura, André Castilho, a grande mobilização visa alcançar a meta de imunizar mais de 90% de bois e búfalos, de um total de cerca de 10 mil animais distribuídos em pequenas, médias e grandes propriedades de Magé.

“Estamos atingindo os criadores que moram até nas extremidades do município. Propriedades que não têm nem curral e, inclusive, não eram atendidos antes. Nestes locais, os vacinadores precisam laçar e prender as patas do boi e amarrá-lo em uma árvore para conseguir vacinar. Com isso, tenho certeza que vamos atingir um ótimo índice vacinal. O resultado desta campanha será um sucesso”, revelou o secretário.

Além da vacinação contra a febre aftosa, bois e cavalos que estão em áreas com presença de morcegos também estão recebendo o imunizante contra a raiva. E ainda de acordo com André Castilho, este trabalho de prevenção é de extrema importância.

“Temos encontrado nestas regiões específicas muitos bois com feridas no pescoço e nas costas, o que indica ser de ataques de morcegos. Estes animais possuem um anestésico na saliva, o que lhes permite fazer a perfuração e ficar se alimentando do sangue do boi no mesmo local por várias noites. Além disso, a saliva tem também um anticoagulante, que não permite a cicatrização da ferida, ou seja, é só o morcego colocar a boca e o sangue sai de novo. Não temos como evitar o ataque dos morcegos mas a vacinação vai evitar a raiva no boi e, consequentemente, na transmissão para o ser humano”, explicou o secretário.

A 2ª fase da campanha acontece em novembro para completar a imunização de bois e búfalos. Nesta etapa, no entanto, são imunizados apenas animais com até 2 anos de idade, que recebem ainda a vacina contra o carbúnculo, nome popular para uma doença infecciosa que ataca o gado mais jovem.

Segundo dados da Secretaria Estadual de Agricultura, a febre aftosa ainda não está totalmente erradicada do Estado, e um único novo caso compromete todo o rebanho do Rio, ou seja, nenhuma carne pode ser comercializada dentro e para fora do Estado. Se o Estado, no entanto, ultrapassar a meta mínima de 90% dos bovinos e bubalinos vacinados, ainda de acordo com a Secretaria Estadual, a obrigatoriedade da vacina pode até ser extinta, representando redução de custos e ampliação do mercado de exportação porque muitos países não compram carnes de animais vacinados.

RISCOS DA DOENÇA – A febre aftosa é uma doença viral altamente contagiosa que afeta gado bovino, búfalos, caprinos, ovinos e suínos. Os sintomas são febre e aparecimento de vesículas (aftas), principalmente na boca e pés dos animais. O vírus está presente nas aftas, além do sangue, saliva, leite, urina e fezes dos animais, podendo ser contraído por contato direto com outros animais infectados, alimentos e objetos contaminados, como mãos, roupas, calçados e veículos.

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