Luciano Huck diz que preço do combustível é resultado de “negacionismo”

O apresentador Luciano Huck, provável candidato à Presidência em 2022, criticou nesse domingo (21.fev.2021) o preço dos combustíveis no Brasil.

A Petrobras anunciou na última 5ª feira (18.fev) a 2ª alta do mês nos preços do diesel e da gasolina. Para o apresentador, o “negacionismo” e “populismo” do governo de Jair Bolsonaro vão “afundar a confiança no país

“O preço dos combustíveis NÃO sobe agora por causa da gestão da Petrobras. Principal moeda do mercado não é dólar. É confiança. E negacionismo, populismo e incertezas afundam a confiança no país. E quem paga esta conta? Os mais pobres com inflação, desemprego, queda na renda etc.”, escreveu Huck em seu perfil no Twitter.


O tema dos combustíveis se tornou extremamente sensível politicamente depois da greve dos caminhoneiros em 2018, o que prejudicou o desempenho do PIB daquele ano.

Na última 6ª feira (19.fev.2021), Huck criticou a troca de comando na estatal e a subsequente queda nas ações da Petrobras.

Bolsonaro anunciou na última 6ª feira (19.fev.2021) a substituição do atual presidente da empresa, Roberto Castello Branco, pelo general Joaquim Silva e Luna. “O populismo dá prejuízo. A Petrobras perdeu só hoje quase R$ 30 bilhões de valor de mercado. Por que será?”, escreveu.

A Petrobras perdeu R$ 28,2 bilhões de valor de mercado ao longo da 6ª feira (19.fev).

O apresentador também tem criticado as medidas do governo Bolsonaro no combate à covid-19. Ele afirmou que o Brasil está “pagando um preço muito alto” pela desorganização, descoordenação, falta de planejamento e “negacionismo”.

“O Ministério da Saúde deveria advertir que negacionismo, incompetência, descoordenação e mentira matam. O Brasil todo sofre com a falta de oxigênio no Amazonas pra tratar os pacientes de covid-19. Desumano. Inaceitável. Cadê o socorro?”, escreveu Huck em 14 de janeiro.

DISPUTA EM 2022

Huck é um dos possíveis candidatos à Presidência da República em 2022. Pesquisa do PoderData de dezembro de 2020 mostra que o apresentador é o candidato mais competitivo hoje contra Bolsonaro em um eventual 2º turno.

A sondagem aponta que, no 1º turno, Bolsonaro tem 36% das intenções de voto. Huck tem 9% e está em situação de empate, pela margem de erro, na 2ª colocação com Fernando Haddad (PT), que registra 13%, e com Ciro Gomes (PDT), que tem 10%.

A pesquisa foi feita com 2.500 pessoas em 470 cidades de todas as 27 unidades da Federação, de 21 a 23 de dezembro de 2020. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos.

No 2º turno, o presidente também venceria hoje todos os eventuais adversários com diferenças que vão de 6 a 15 pontos percentuais de vantagem:

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