Líder da bancada da bala critica Bolsonaro: “Perdemos mais com ele”

Abertura da Exposição “Polícia Militar”. Dep. Capitão Augusto (PL - SP) [fotografo]Luis Macedo/Câmara dos Deputados[/fotografo]

O deputado Capitão Augusto (PL-SP), presidente da Frente Parlamentar da Segurança, relatou haver uma insatisfação nas polícias militares com o presidente Jair Bolsonaro.

“Quando foi eleito Jair Bolsonaro– e nós trabalhamos muito para isso – achávamos que finalmente seria nossa vez. Depois de governos do PT que não gostavam de nós de jeito nenhum, e a gestão conturbada do Michel Temer, achávamos que poderíamos ganhar um pouco do que perdemos nos últimos anos”, ponderou. “E, na realidade, acabamos perdendo mais nestes dois anos que nos últimos dez.

Um dos pontos altos desta irritação da categoria com Bolsonaro teria sido a promulgação da PEC Emergencial, há duas semanas. “Isso porque tiramos 90% do que era ruim. Imagina se deixássemos como estava”, disse o parlamentar, para quem o governo não ouviu uma série de demandas e avisos desta base, sempre muito próxima ao projeto bolsonarista. Ainda sim, o capitão se define como um aliado do governo federal.

Capitão Augusto avaliou ainda que o caso da morte de um policial militar na Bahia, neste domingo (28), não deverá trazer maiores reflexos dentro das corporações militares, nem risco de motim. “Vê-se que foi um caso isolado. Nem nada parecido até então”, afirmou o deputado nesta segunda-feira (29) ao Congresso em Foco. “É um caso isolado, mas lamentamos muito a morte do policial.”

O caso ocorreu em Salvador. Um policial da PM baiana, em um aparente surto, se isolou próximo ao Farol da Barra, cartão postal da cidade, dando tiros para o alto. Após cercarem a área, outros policiais iniciaram uma tentativa de negociação para que ele se entregasse. O policial acabou alvejado e morto após disparar contra alguns de seus colegas.

Para Augusto, líder da chamada “Bancada da Bala” no Congresso, a pressão sobre os policiais faz parte da rotina da profissão. O deputado federal disse que o risco de motim não existe hoje, apesar do que chamou de “descontentamento” da corporação, seja com a necessidade de aplicar medidas de lockdown, seja com ações do governo.

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