Justiça determina manutenção de tropa para segurança de Terra Yanomami, em Roraima

A Justiça Federal determinou que a União mantenha efetivo armado de forma permanente na comunidade Palimiú, no interior da Terra Indígena Yanomami, em Roraima, para garantir a segurança dos indígenas e evitar novos conflitos na região. O pedido foi feito pelo MPF (Ministério Público Federal).

Na comunidade de Palimiú foram registrados ataques de garimpeiros a indígenas. Fica ao Noroeste de Roraima, a cerca de 260 quilômetros da capital Boa Vista.

De acordo com o MPF, a Justiça estabeleceu prazo de 24 horas para que a União informe e comprove no processo o envio de tropas para o local. Caso descumpra, deverá pagar multa com valor a ser fixado. A Funai (Fundação Nacional do Índio) deverá auxiliar as forças de segurança no contato com os indígenas. A decisão e os autos do processo estão sob sigilo.

Na 4ª feira (12.mai.2021), o Exército Brasileiro enviou uma equipe com reforço da Polícia Federal à comunidade de Palimiú depois do conflito armado entre garimpeiros e indígenas.

De acordo com a instituição, a equipe foi enviada para prestar “apoio logístico e segurança na região” por conta “da gravidade do cenário”. Não foi informado a quantidade de militares enviados e o tempo que os militares devem passar no local.

De acordo com a Hutukara Associação Yanomami, o conflito na comunidade deixou 3 garimpeiros mortos e 6 feridos. Um indígena foi atingido na cabeça por um tiro de raspão.

Procurada pelo site Poder360, a assessoria de imprensa da Polícia Federal afirmou que “a superintendência da Polícia Federal em Roraima foi até a comunidade fazer o reconhecimento do local e verificar a segurança da comunidade indígena. Foram feitos levantamentos prévios, entrevista com os indígenas e missionários e a busca por possíveis vestígios do confronto. Nada de relevante foi encontrado”.

A PF declarou ainda que “no dia 10 de maio de 2021 foi aberta uma investigação para apurar os conflitos entre indígenas e garimpeiros. Já há um inquérito instaurado. A PF retornará ao local nos próximos dias para prosseguir as investigações”. 

Poder360 pediu informações à Funai sobre o cumprimento da decisão judicial. Até a publicação desta reportagem não havia recebido resposta.

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