Justiça de Niterói investiga trio acusado de golpes milionários

Acusados deram sinais de ostentação nas redes sociais
Acusados deram sinais de ostentação nas redes sociais . Foto: Divulgação

O caso dos três sócios de empresas considerados suspeitos pela polícia de aplicarem golpes em pessoas com a promessa de  retorno financeiro fácil e rápido está sendo investigado na Justiça Federal. E o que é pior: os sócios apareceram nas redes sociais ostentando luxo em Dubai com o dinheiro de vítimas. 

O caso está na Segunda Câmara Criminal, na Secretaria de Cooperação Internacional. A Justiça do Rio encaminhou o caso para o Tribunal Federal da 2ª Região (TRF-2). As denúncias chegaram à Justiça de Niterói no mês de junho, a partir de denúncias feitas pior moradores de Niterói e São Gonçalo, que estão entre as que se dizem lesadas pela dupla. 

A Polícia Civil pediu a prisão de Gustavo Pontes Galvanho, Tiago Achiles e Rafael Ramiro. No entanto, antes de a Justiça do RJ acatar o pedido, o promotor do caso no Ministério Público encontrou indícios de crime de atribuição federal no inquérito da Delegacia de Defraudações (DDEF) da Polícia Civil.

“Analisando o inquérito, vislumbrei a ocorrência de crimes contra o sistema financeiro nacional, que são de competência da Justiça Federal. Neste caso, se o Ministério Público Federal, que é o titular da opinião sobre o crime na esfera federal, concordar com a tese, a Justiça Federal atrai a competência para julgamento dos demais crimes, por conexão”, explicou o promotor Raphael Branco, responsável pelas investigações do Ministério Público.

O caso foi revelado com exclusividade pela TV Globo. De acordo com as investigações, Galvanho, Achiles e Ramiro montaram consultorias financeiras no Rio de Janeiro, São Paulo, Pernambuco e Sergipe.

Eles convenciam investidores de todo o país a entregar altos valores sob a promessa de retorno de até 4% ao mês. Os três sócios foram indiciados pelos crimes de associação criminosa, crime contra a economia popular e estelionato. Ainda segundo a polícia, o dinheiro jamais era devolvido. Uma mulher disse ter convencido o marido, desempregado, a fazer um empréstimo de R$ 35 mil na consultoria de Galvanho. Atualmente, o casal acumula uma dívida que chega aos R$ 80 mil.

Um desempregado, de 61 anos, também disse que foi vítima da fraude. “Eu estou no fundo do poço. Desempregado, falido, quebrado, devendo ao banco. Estou vivendo à base de remédio de depressão. Se não é minha mãe, eu estava morando na rua”. Segundo a polícia, Galvanho e Achiles viajaram para Dubai com os recursos desviados.

O Tribunal de Justiça do Rio, em nota, informou que, no dia 21 de junho, a juíza deu baixa no processo na 31ª Vara Criminal do TJRJ e o redistribuiu para uma das varas criminas da Justiça Federal. No dia 30, a ação foi enviada para o TRF-2. Segundo o tribunal, não há nada no processo sobre os pedidos de prisão. No dia 1 de junho a magistrada remeteu os autos para manifestação Ministério Público que, no dia 16, declinou a competência para o MPF.

Procurada, a Polícia Civil informou que pediu as prisões de Ramiro, Galvanho, Achiles e mais outras duas pessoas no dia 31 de maio, e enviou o pedido ao Tribunal de Justiça do Rio.As defesas de Galvanho e Ramiro não se manifestaram sobre o caso. 

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