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Jogador Marcinho tinha ‘álcool circulando no corpo’ quando atropelou e matou casal, atesta perito do MP

Um laudo elaborado pelo Ministério Público contesta as informações apresentadas pela defesa do ex-jogador do Botafogo Márcio Almeida de Oliveira, o Marcinho, no processo em que ele é réu por atropelar e matar o casal de professores Maria Cristina José Soares e Alexandre Silva de Lima, na Avenida Lúcio Costa, no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Oeste do Rio, por volta de 20h30 de 30 de dezembro de 2020. O documento, assinado pelo assistente técnico Marcio Borges Coelho, atesta que o atleta estava em “velocidade incompatível com a segurança do local” e ainda que apresentava “álcool circulando no corpo” no momento do acidente.

De acordo com o laudo, a velocidade do Mini Cooper dirigido por Marcinho, com base nos cálculos feitos por peritos do Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE), variava de 86 a 110 km/h. A velocidade máxima da via é de 70 km/h. Em depoimento prestado na 42ª DP (Recreio), o jogador disse estar em baixa velocidade, cerca de 60km/h, e que tentou frear e desviar das vítimas.

Já o documento elabora pelo perito Ricardo Molina, contratado por Marcinho, afirma que a estimativa de velocidade feita por profissionais do ICCE estava “superestimada” e que, na verdade, ele trafegava em uma faixa de aproximadamente 73 km/h quando atropelou Maria Cristina e Alexandre. 


Em relação as cinco tulipas de chope ingeridas por Marcinho no restaurante Rei do Bacalhau, no Engenho de Dentro, Zona Norte do Rio, entre 11h e 13h30m do dia do acidente, Marcio Borges Coelho garante que ainda havia álcool circulando no corpo do atleta do momento do atropelamento. Já o médico Gustavo Coutinho Medeiros de Andrade, também contratado pela defesa, afirmou que a possibilidade de existir qualquer teor alcoólico no organismo é “praticamente lugar ou nenhuma” naquele horário.


Em entrevista ao Fantástico, Marcinho confirmou ter ido ao bar com amigos, mas negou ter consumido bebida alcoólica no local. “Estávamos conversando. Não ingerimos nada, eles até beberam, eu fiquei sem beber nada”, disse o jogador na época.

O casal de professores Maria Cristina e Alexandre, mortos em acidente envolvendo o jogador Marcinho
O casal de professores Maria Cristina e Alexandre, mortos em acidente envolvendo o jogador Marcinho Foto: Reprodução

De acordo com laudo cadavérico feito no Instituto Médico-Legal (IML), Alexandre teve como causa da morte traumatismo craniano. Ele sofreu ainda traumatismo do tórax e do abdômen, este último com hemorragia interna. O exame descreve ainda fratura nos cotovelos, no joelho direito e laceração de figado e baço. Já o exame cadavérico de Maria Cristina morreu por traumatismo do tórax e de membros inferiores, este último com uma complicação causada por uma infecção. Ela também sofreu fraturas nas costas, do fêmur direito e esquerdo, em uma das tíbias e no tornozelo direito.

Maria chegou a ser internada em um hospital particular, na Barra da Tijuca, mas não resistiu. O casal estava junto havia 12 anos. Em janeiro de 2019, eles oficializaram a união estável, em um cartório. Na ocasião do acidente, a defesa de Marcinho alegou que os professores atravessavam a via fora da faixa de pedestres e classificou o atropelamento como inevitável.

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