Insumo para 12,2 milhões de doses da vacina Oxford chega hoje ao Rio

O Rio de Janeiro receberá nesse sábado lotes da matéria-prima para a produção de 12,2 milhões de doses da vacina Oxford/AstraZeneca contra a Covid-19.

O avião, que saiu da China na noite de quinta-feira (25) e tem previsão de chegar no Aeroporto Internacional Tom Jobim, o Galeão, no início deste sábado, transporta o Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA), que será usado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) para produzir o imunizante em solo brasileiro.

A chegada da matéria-prima na Fiocruz, em Manguinhos, deve acontecer depois das 19h. Esse horário está condicionado ao tempo necessário para liberação da carga no aeroporto, podendo ter atraso.

As doses devem ser entregues ao Ministério da Saúde durante o mês de março.

Essa remessa de IFA que chega ao Brasil neste sábado representa o segundo e terceiro lotes do insumo comprado no país asiático.

Dose da vacina contra a Covid-19 da Oxford-AstraZeneca — Foto: Ricardo Wolffenbuttel / Secom

Primeiro lote já está sendo envasado

No dia 12 de fevereiro, a Fiocruz deu início ao envase do primeiro lote de IFA da vacina Covid-19, que chegou ao Brasil no dia 6 de fevereiro. São 90 litros de IFA, suficientes para a produção de 2,8 milhões de doses.https://tpc.googlesyndication.com/safeframe/1-0-37/html/container.html

Resumo do cronograma:

  • 12 de fevereiro: Início do envase do primeiro lote com insumo para fabricação pela Fiocruz;
  • 27 de fevereiro: Previsão de chegada do segundo e terceiro lotes com insumo para fabricação pela Fiocruz;
  • De 15 a 19 de março: Previsão de entrega do primeiro 1 milhão de vacinas produzidas no Brasil à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que precisa dar o aval para utilização do produto.

O processamento das doses no Brasil inclui as seguintes etapas:

  • Formulação: o IFA passa por um processo de diluição e é acrescida uma solução para garantir a manutenção das propriedades da vacina e possibilitar a sua armazenagem de 2 a 8ºC;
  • Envase: processo no qual o líquido é inserido, de forma automatizada, em pequenos frascos de vidro (os mesmos que serão utilizados nos postos de saúde);
  • Lacre: já com o imunizante, os frascos são fechados com uma rolha de borracha e seguem para a recravação, onde recebem um lacre de alumínio;
  • Controle de Qualidade: as vacinas seguem para o Controle de Qualidade interno de Bio-Manguinhos, onde uma análise minuciosa irá garantir a sua integridade e segurança.

Segundo a Fiocruz, a produção será escalonada ao longo dos primeiros meses para manter a meta de entregar 100,4 milhões de doses até julho deste ano ao governo federal, conforme prevê o “Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a Covid-19“, divulgado no dia 16 de dezembro.

A partir do segundo semestre deste ano não será mais necessária a importação do IFA, que passará a ser produzido em Bio-Manguinhos, após a conclusão da transferência de tecnologia.

De agosto a dezembro serão mais 110 milhões de doses de vacinas produzidas inteiramente na instituição.

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